Escolher quem vai construir o seu site é uma decisão que a maior parte das empresas toma uma ou duas vezes na vida, sem repertório, comparando propostas escritas em linguagens diferentes e com valores que variam de R$400 a R$40.000 para descrições que parecem idênticas. Este guia existe para te dar critério: os tipos de fornecedor comparados sem diplomacia, as cláusulas que aprisionam, as perguntas que revelam a verdade em trinta segundos e duas contas fechadas de três anos. Somos uma agência, então parte do que está escrito aqui joga contra o nosso próprio interesse comercial. Escrevemos assim de propósito.
O que está realmente em jogo nessa escolha
Quase todo mundo entra nessa decisão pensando que está comprando um produto: um site, com páginas, cores e um botão de contato. É uma leitura razoável e é justamente por isso que tanta gente se decepciona. O que você está comprando de fato é uma relação de dependência técnica que vai durar anos, com uma empresa ou uma pessoa que passará a controlar o endereço da sua marca na internet, os arquivos que compõem esse endereço e, muitas vezes, os dados sobre quem visita e quem entra em contato.
Essa dependência não é ruim em si. Você também depende do seu contador, do seu advogado e da empresa que cuida do seu sistema de gestão. A diferença é que nesses casos existe cultura de mercado, contratos padronizados e a certeza de que a documentação é sua. No mercado de sites brasileiro, essa cultura ainda é frouxa. É perfeitamente comum uma empresa descobrir, três anos depois, que o domínio que ela imprime em cartão de visita está registrado no CPF de um ex-fornecedor com quem ela não fala mais.
Há também o custo silencioso da escolha errada, que raramente aparece na planilha. Um site mal construído não gera prejuízo visível: ele simplesmente não gera nada. O telefone não toca por um motivo que ninguém consegue apontar, e a conclusão que se tira é que site não funciona para aquele setor. Na maioria das vezes o que não funcionou foi um site que carrega em oito segundos no celular, tem uma única página descrevendo cinco serviços diferentes e nunca foi cadastrado em lugar nenhum para o Google encontrar.
Existe ainda o custo de refazer. Trocar de site não é só pagar de novo: é perder o histórico de posições conquistadas, é migrar endereços com risco de quebrar tudo o que já aparecia na busca, é gastar de novo o tempo interno de reunião, aprovação e revisão de texto, que costuma ser o recurso mais escasso de uma empresa pequena. Quem contrata mal duas vezes seguidas normalmente gastou mais do que teria gasto contratando bem uma vez só, e ainda perdeu dois anos de presença.
Os cinco tipos de fornecedor, comparados sem filtro
O mercado brasileiro de criação de sites tem cinco perfis bem distintos de fornecedor, e a confusão entre eles causa mais frustração do que qualquer outro fator. As pessoas comparam uma proposta de freelancer com uma de agência como se fossem a mesma coisa com preços diferentes, quando na verdade são serviços com naturezas diferentes, riscos diferentes e modelos de continuidade diferentes.
| Tipo de fornecedor | Faixa de preço típica | Prazo típico | Risco principal | Quando é a escolha certa |
|---|---|---|---|---|
| Plataforma DIY (Wix, Squarespace, Webflow) | R$0 a R$120/mês | Dias a semanas do seu tempo | Consome o seu tempo e trava crescimento | Validação, orçamento zero, site que só precisa existir |
| Conhecido que mexe com informática | R$0 a R$800 | Imprevisível | Abandono e zero documentação | Praticamente nunca, salvo relação profissional formalizada |
| Freelancer iniciante | R$400 a R$1.500 | 1 a 4 semanas | Sumiço, prazo elástico, sem suporte depois | Projeto simples, expectativa institucional, tolerância a risco |
| Freelancer experiente | R$1.500 a R$6.000 | 2 a 6 semanas | Dependência de uma pessoa só e da agenda dela | Escopo claro, cliente que sabe o que quer, orçamento médio |
| Agência pequena ou estúdio | R$1.500 a R$12.000 | 3 a 8 semanas | Processo às vezes rígido, custo acima do freelancer | Site que precisa gerar contato, não apenas apresentar |
| Agência grande | R$15.000 a R$100.000+ | 2 a 6 meses | Custo alto e projeto executado por júnior | Integração com sistemas, marca consolidada, muitos aprovadores |
A plataforma pronta
Wix, Squarespace, Webflow e similares vendem a você a ferramenta, não o resultado. É a opção mais barata em dinheiro e a mais cara em tempo, o que muita gente esquece de somar. Um site razoável montado por conta própria consome facilmente de vinte a quarenta horas de alguém da empresa, entre aprender a ferramenta, escrever os textos, escolher imagens e ajustar o comportamento no celular. Se essa pessoa é o dono do negócio, o custo real da opção gratuita costuma superar o de um freelancer.
Em compensação, a plataforma tem uma virtude que quase ninguém reconhece: ela nunca some. A empresa que hospeda continua existindo, as atualizações são automáticas e o site não quebra porque um plugin ficou desatualizado. Para determinados perfis de negócio isso vale muito mais do que a otimização que se perde. Detalhamos as diferenças técnicas entre esse caminho e um site próprio no guia sobre Wix ou WordPress.
O conhecido que mexe com informática
Vale uma seção porque é extremamente comum e porque quase sempre termina mal, sem que haja má intenção de nenhum dos lados. O arranjo começa com um favor, evolui para um valor simbólico e desemboca numa situação em que ninguém sabe direito o que foi combinado. O site fica no ar, funciona razoavelmente, e então a pessoa muda de emprego, se muda de cidade ou simplesmente perde o interesse. A senha do painel está no celular antigo dela, o domínio está no e-mail pessoal dela e o registro está no CPF dela.
Se você já está nessa situação, a boa notícia é que resolver é mais barato agora do que depois. Peça hoje, por escrito, a transferência do domínio para o seu CNPJ e uma cópia dos arquivos. Enquanto a relação é boa, isso leva quinze minutos. Quando a relação azeda ou a pessoa desaparece, pode levar meses e envolver processos de contestação de domínio que custam mais que o site inteiro.
O freelancer
O mercado de freelancers no Brasil é enorme e vai do estudante que cobra R$400 ao profissional independente com quinze anos de estrada que cobra R$8.000 e é melhor que muita agência. Tratar os dois como a mesma categoria é o principal erro de quem compara propostas. A diferença entre eles não é preço, é método: o experiente faz perguntas antes de orçar, entrega escopo escrito, avisa quando o prazo vai escorregar e tem alguém para indicar quando não pode atender. O iniciante orça pelo número de páginas em cinco minutos de conversa.
O risco estrutural do freelancer, mesmo do bom, é a concentração. Uma pessoa adoece, viaja, pega um projeto grande e some por três semanas, ou muda de área. Não é falha de caráter, é matemática: não existe redundância. Para um site institucional que raramente muda, isso é um risco perfeitamente aceitável. Para um site que sustenta a captação de clientes de uma empresa, é um ponto único de falha que merece ser considerado com honestidade. A comparação detalhada entre os dois caminhos está no guia agência ou freelancer.
A agência pequena
É a categoria em que a Gimeven se encaixa, então leia esta parte com o ceticismo apropriado. A agência pequena tende a ser o ponto de equilíbrio para empresas que querem um site que gere contatos: existe processo, existe mais de uma pessoa envolvida, a redação costuma estar incluída e há alguém para responder depois do lançamento. O custo fica acima do freelancer porque há estrutura, e bem abaixo da agência grande porque não há camadas de gestão.
O ponto fraco honesto dessa categoria é a padronização. Agência pequena vive de repetir um método que funciona, e nem todo negócio cabe no método. Se o seu projeto tem uma necessidade incomum, uma integração específica ou uma lógica de negócio fora do padrão, existe risco real de você pagar por um processo desenhado para outra coisa. Vale perguntar diretamente, na primeira conversa, quantos projetos parecidos com o seu a empresa já fez, e ouvir com atenção se a resposta é específica ou genérica.
A agência grande
Para a maioria das pequenas e médias empresas brasileiras, contratar uma agência grande é pagar por uma estrutura que não será usada. O valor delas é real, mas está em outra coisa: governança, capacidade de tocar projetos com muitos aprovadores, segurança jurídica, integrações complexas e responsabilidade formal em contratos corporativos. Se a sua empresa tem departamento de compras e jurídico próprio, provavelmente é ali que você precisa estar. Se você decide sozinho e quer o site no ar em seis semanas, o custo de coordenação vai consumir boa parte do orçamento antes de qualquer linha ser escrita.
Quando cada tipo de fornecedor é a escolha certa
A tabela anterior compara os fornecedores entre si. Esta seção inverte a lógica e parte da sua situação, que é como a decisão realmente acontece. Três variáveis explicam quase toda a escolha: o quanto o site precisa gerar receita, quanto tempo interno você tem para dedicar ao projeto e qual o custo de o site parar de funcionar por uma semana.
| A sua situação | Fornecedor mais adequado | Investimento realista | O que você abre mão |
|---|---|---|---|
| Ideia ainda não validada, sem clientes | Plataforma DIY | R$0 a R$1.200 no ano | Otimização séria e tempo próprio |
| Autônomo que precisa apenas existir online | Plataforma DIY ou freelancer simples | R$500 a R$2.000 | Estratégia e conteúdo trabalhado |
| Prestador local que quer aparecer no Google | Agência pequena ou freelancer experiente | R$1.500 a R$5.000 | Design premiado e recursos avançados |
| Empresa com equipe comercial que recebe leads | Agência pequena | R$3.500 a R$12.000 | Preço baixo de entrada |
| Clínica, escritório ou rede com várias unidades | Agência pequena ou média | R$6.000 a R$25.000 | Prazo curto |
| Empresa com sistema interno a integrar | Agência média ou desenvolvedor dedicado | R$15.000 a R$80.000 | Simplicidade e velocidade |
| Marca consolidada com jurídico e compras | Agência grande | R$40.000+ | Agilidade e custo |
Repare que a linha mais importante da tabela é a última coluna. Toda escolha de fornecedor é uma renúncia consciente a alguma coisa, e o arrependimento quase sempre nasce de não ter percebido a renúncia no momento da assinatura. Quem contrata pelo menor preço abre mão de redação profissional e de otimização, o que é aceitável se o site é apenas um cartão de visita, e desastroso se ele deveria trazer clientes. Quem contrata agência grande abre mão de velocidade, o que é irrelevante para uma marca estabelecida e fatal para quem precisa estar no ar em quatro semanas.
Há um caso intermediário que merece registro porque é frequente e raramente é oferecido: contratar uma agência apenas para a estrutura e a otimização, mantendo a produção de conteúdo internamente. Funciona bem quando existe alguém na empresa que escreve com qualidade e conhece o cliente melhor que qualquer redator externo. Reduz o custo de forma significativa e costuma produzir textos mais verdadeiros. O risco é o material atrasar, o que trava o projeto inteiro. Se você optar por esse caminho, escreva os textos antes de começar, não durante.
Quando um Wix ou Squarespace é a decisão inteligente
Escrever esta seção contraria diretamente o nosso interesse comercial, e é exatamente por isso que ela está aqui. Existem situações em que contratar qualquer agência, inclusive a nossa, é desperdiçar dinheiro que renderia mais em outro lugar. Reconhecer isso cedo é o tipo de coisa que separa consultoria de venda.
O primeiro caso é a validação. Se você ainda não sabe se o serviço tem demanda, se o posicionamento vai mudar nos próximos seis meses ou se a empresa vai existir daqui a um ano, construir um site sob medida é congelar decisões que ainda não estão maduras. Monte alguma coisa simples numa plataforma, coloque no ar em dois dias, descubra o que o cliente realmente pergunta e só depois invista em estrutura. Vai economizar dinheiro e, o que é mais valioso, vai chegar na conversa com a agência sabendo o que precisa.
O segundo caso é o negócio que não depende de busca. Se os seus clientes chegam exclusivamente por indicação, por rede social ou por relacionamento comercial ativo, e a função do site é apenas confirmar que a empresa existe e é séria, uma página bem feita numa plataforma resolve. O investimento em otimização não se paga onde não há busca para capturar, e isso vale tanto para site quanto para qualquer outro trabalho de presença digital, como argumentamos na página de agência de marketing digital.
O terceiro caso é o orçamento realmente apertado. Se contratar um site significa comprometer o caixa de dois meses, não contrate. Um site medíocre no ar rendendo pouco é infinitamente melhor que um site excelente que gerou uma dívida. Comece pela plataforma, invista o esforço gratuito no perfil da empresa no Google, junte caixa e contrate quando o investimento não machucar. Nós preferimos essa conversa a fechar um projeto com um cliente que vai passar seis meses apertado.
- ✓ Custo de entrada baixíssimo e previsível
- ✓ Fica no ar em dias, sem depender de agenda de terceiro
- ✓ Nunca quebra por plugin desatualizado ou servidor caído
- ✓ Você mesmo altera textos e preços quando quiser
- ✓ Ótima para validar posicionamento antes de investir de verdade
- ✓ Não existe risco de fornecedor sumir com os seus arquivos
- ✕ Consome de vinte a quarenta horas do seu tempo, que tem custo
- ✕ Controle limitado sobre velocidade e detalhes técnicos de otimização
- ✕ Estrutura de endereços e conteúdo costuma ficar rasa para disputar busca
- ✕ Migrar para fora depois dá bem mais trabalho do que parece
- ✕ Sem redação profissional, o texto tende a falar da empresa e não do cliente
- ✕ Difícil crescer para dezenas de páginas de serviço e de região
Propriedade: quem é dono do domínio, da hospedagem e do código
Esta é a seção mais importante do guia e a que menos aparece nas conversas de venda. Um site não é um objeto único: são três ativos separados, que podem estar em nomes diferentes sem que ninguém perceba. Você pode ser dono do domínio e não do código, ser dono do código e não conseguir sair da hospedagem, ou ter tudo em ordem e não ter acesso aos dados de visitação. Cada combinação produz um tipo diferente de prisão.
| Ativo | Quem deve ser o dono | Como verificar sozinho | O que dá errado quando não é seu |
|---|---|---|---|
| Domínio | Seu CNPJ ou CPF, como titular e contato administrativo | Consulta pública de registro no Registro.br ou no registrador | Você perde o endereço da marca e todos os e-mails ligados a ele |
| Hospedagem | Conta em seu nome, ou transferível a pedido | Peça o login e entre uma vez, antes de assinar | O site sai do ar quando a relação termina |
| Arquivos e banco de dados | Você, com direito a cópia a qualquer momento | Peça uma cópia de backup no primeiro mês e guarde | Refazer tudo do zero, sem aproveitar nada |
| Painel de edição do site | Acesso administrativo total, não de editor | Entre e veja se consegue criar e apagar usuários | Depender do fornecedor para trocar um telefone |
| Google Analytics e Search Console | Conta de e-mail da empresa, com perfil de proprietário | Verifique o e-mail listado como proprietário | Você perde todo o histórico de dados ao trocar de agência |
| Perfil da Empresa no Google | Conta da empresa, agência apenas como gerente | Confira quem é o proprietário na aba de usuários | Perder o controle do ativo local mais valioso que existe |
| Contas de anúncio | Conta da empresa, agência com acesso delegado | Verifique o proprietário no gerenciador | Perder histórico de campanhas e aprendizado de conversão |
| Textos, fotos e identidade visual | Cessão total de direitos por escrito | Procure a cláusula de cessão na proposta | Não poder reaproveitar o próprio material em outro site |
O caso mais frequente e mais silencioso é o do domínio. Ele custa poucas dezenas de reais por ano, então na pressa do início do projeto o fornecedor registra em nome dele para agilizar, com toda a boa intenção do mundo. Ninguém volta ao assunto. Três anos depois, com o domínio impresso em fachada, veículo e material, a empresa descobre que não controla o próprio endereço. Se a relação está boa, isso se resolve com um pedido de transferência. Se não está, vira negociação, e você negocia de uma posição fraquíssima.
O segundo caso mais comum envolve os dados. Muita agência configura as ferramentas de medição em contas próprias, por praticidade. O resultado é que, ao trocar de fornecedor, você não perde apenas o acesso: perde o histórico. Dois ou três anos de dados sobre quais páginas geram contato somem, e o novo fornecedor começa às cegas. Configurar corretamente desde o início custa quinze minutos e uma conta de e-mail da empresa.
O que acontece no dia em que você quiser sair
Ninguém contrata pensando em terminar, e é justamente por isso que a saída é o ponto cego. A pergunta certa a fazer na primeira reunião, com naturalidade, é simples: se daqui a um ano eu decidir levar o site para outra empresa, como isso funciona na prática. A reação a essa pergunta é mais informativa que a resposta. Fornecedor tranquilo explica o procedimento. Fornecedor incomodado começa a falar de confiança e parceria.
Existem quatro desfechos possíveis, e vale saber em qual deles você está entrando antes de assinar. No cenário limpo, você recebe uma cópia dos arquivos e do banco de dados, o domínio já está no seu nome, a hospedagem é transferida ou você contrata outra e sobe o site. Leva um dia de trabalho de qualquer profissional competente. No cenário parcial, você tem o domínio mas o site foi construído numa ferramenta proprietária, então o conteúdo é seu, o design não vem junto e é preciso remontar. Perde-se tempo, mas nada é irrecuperável.
No terceiro cenário, o site está inteiramente dentro da plataforma da agência e não existe nada a exportar. Você tem os textos porque estão na tela, e nada mais. Recomeça do zero. No quarto cenário, o pior, o domínio também está com o fornecedor, e aí a conversa deixa de ser técnica. Já vimos relatos de empresas que pagaram valores de resgate para recuperar o próprio endereço. Não é comum, mas acontece com frequência suficiente para justificar quinze minutos de verificação antes de assinar qualquer coisa.
| Cenário de saída | O que você leva | Tempo para voltar ao ar | Custo estimado de transição |
|---|---|---|---|
| Tudo em seu nome, arquivos exportáveis | Site completo, domínio, dados e histórico | 1 a 2 dias | R$0 a R$600 |
| Domínio seu, site em ferramenta proprietária | Domínio, textos e imagens | 1 a 3 semanas | R$1.500 a R$5.000 para remontar |
| Site na plataforma da agência | Somente o conteúdo que você copiar da tela | 3 a 6 semanas | Valor de um site novo |
| Domínio com o fornecedor | Nada garantido sem negociação | Indefinido | Imprevisível, incluindo perda de marca |
As armadilhas contratuais mais comuns no Brasil
Nenhuma das cláusulas abaixo é ilegal e a maioria nem sequer é desonesta. São modelos de negócio que fazem sentido para quem vende e que produzem consequências que quem compra raramente antecipa. O problema não é a existência delas, é a assimetria de informação: o fornecedor sabe exatamente o que aquela linha significa daqui a dois anos, e o cliente não.
| Armadilha | Como aparece na proposta | O que significa de verdade | O que exigir antes de assinar |
|---|---|---|---|
| Mensalidade eterna sem propriedade | Site por R$199/mês, sem taxa de criação | Você aluga. Parou de pagar, o site some | Valor de construção separado e propriedade dos arquivos |
| Site na plataforma da agência | Tecnologia própria, sistema exclusivo | Não existe nada a exportar quando você sair | Exportação em arquivo e banco de dados a pedido |
| Domínio registrado pelo fornecedor | Nós cuidamos de tudo, inclusive do domínio | O endereço da sua marca não é seu | Registro no seu CNPJ desde o primeiro dia |
| Sem acesso a Analytics e Search Console | Enviamos relatório mensal | Você não vê os dados nem leva o histórico | Contas em e-mail da empresa, com perfil de proprietário |
| Backup não incluído | Silêncio total sobre o assunto | Um problema no servidor apaga tudo | Frequência de backup e onde ele fica guardado |
| Fidelidade longa com multa alta | Contrato de 24 meses com multa de 50% | Você fica preso mesmo com resultado ruim | Prazo curto ou multa proporcional ao restante |
| Rodadas de ajuste ilimitadas ou indefinidas | Ajustamos até você ficar satisfeito | Na prática vira cobrança extra ou projeto eterno | Número exato de rodadas e o que conta como ajuste |
| Textos por conta do cliente, sem estar claro | Conteúdo fornecido pelo cliente, em letra pequena | O projeto trava esperando você escrever | Definição explícita de quem escreve cada página |
| Suporte sem prazo de resposta | Suporte incluso | Você espera duas semanas por uma troca de telefone | Prazo de resposta e canal definidos por escrito |
| Renovação automática silenciosa | Renovação automática por igual período | Você descobre no débito da fatura | Aviso prévio antes da renovação |
Sobre a mensalidade: quando ela é legítima e quando é aluguel
Existe uma confusão que prejudica fornecedores honestos. Mensalidade não é sinônimo de armadilha. Hospedagem custa dinheiro todo mês, certificado de segurança precisa ser renovado, sistemas precisam ser atualizados para não abrirem brecha de segurança, backups ocupam espaço e alguém precisa estar disponível quando alguma coisa quebra. Cobrar por isso é correto e recusar-se a pagar por isso é como querer um carro sem revisão.
A diferença entre manutenção e aluguel cabe em um teste. Pergunte: se eu parar de pagar a mensalidade amanhã, o site continua no ar. Se a resposta é que sim, você perde apenas atualizações e suporte e passa a arcar com a hospedagem por conta própria, isso é manutenção legítima. Se a resposta é que o site sai do ar, você está alugando, e isso pode até ser aceitável desde que o preço reflita esse fato e que você saiba. Na Gimeven o site é pago uma vez e é seu, e o Plano de Cuidado de R$147 mensais é opcional. Dizemos isso não como argumento de venda, mas porque é a única configuração que conseguimos defender publicamente num artigo como este.
Como é uma proposta boa e como é uma proposta ruim
Você não precisa entender de tecnologia para avaliar uma proposta de site. Precisa apenas saber o que deveria estar escrito nela. A tabela abaixo coloca lado a lado o mesmo item tratado por um fornecedor que planejou o trabalho e por um que apenas colou um modelo. A diferença raramente está no preço; está na especificidade.
| Item | Proposta boa | Proposta ruim |
|---|---|---|
| Escopo de páginas | Lista nomeada: início, sobre, quatro páginas de serviço, contato, blog | Site institucional completo |
| Redação | Textos escritos pela agência, com uma rodada de revisão sua | Conteúdo a combinar |
| Fotos e imagens | Banco de imagens incluso, fotos próprias por sua conta | Nada mencionado |
| Otimização para busca | Títulos, descrições, estrutura, velocidade e mapa do site, com itens listados | SEO incluso |
| Perfil no Google | Criação ou ajuste do perfil, categorias e primeiras fotos | Não citado |
| Medição | Analytics e Search Console configurados em conta sua | Não citado |
| Prazo | Cinco semanas a partir do recebimento de textos e fotos | Entrega rápida |
| Rodadas de ajuste | Duas rodadas por página, alterações fora do escopo por hora | Ajustes até aprovação |
| Propriedade | Domínio, arquivos e acessos do contratante, transferíveis a pedido | Não citado |
| Manutenção | Valor mensal separado, opcional, com escopo descrito | Mensalidade obrigatória sem escopo |
| Pagamento | Percentual na assinatura, percentual na aprovação, saldo na entrega | Cinquenta por cento adiantado, sem marco definido |
| O que não está incluso | Lista explícita de exclusões | Silêncio |
Uma proposta boa costuma ter entre três e oito páginas e leva algum tempo para ficar pronta, porque exige que alguém pense no seu caso. Se o orçamento chega quinze minutos depois da primeira conversa, com preço fechado e sem perguntas, você recebeu um modelo. Isso não significa automaticamente que o fornecedor é ruim, mas significa que o preço foi calculado sem saber o que o seu projeto exige, e um dos dois lados vai descobrir isso no meio do caminho.
Por outro lado, cuidado com o excesso oposto. Proposta de quarenta páginas cheia de metodologia, jargão e gráficos de processo costuma esconder pouca substância sob muito formato. O que interessa é a parte contável: quantas páginas, quem escreve, o que entra em otimização, qual o prazo, quem é dono do quê. Se você não conseguir extrair essas cinco respostas de uma proposta em cinco minutos de leitura, ela está mal escrita independentemente do tamanho.
As perguntas que você precisa fazer antes de assinar
Esta é a ferramenta mais prática deste guia. São doze perguntas, e para cada uma está indicado qual resposta demonstra preparo e qual resposta deveria acender uma luz vermelha. Não é preciso fazer todas: as cinco primeiras já eliminam a maior parte do risco. Faça por escrito, no WhatsApp mesmo, para que fique registrado.
| Pergunta | Resposta que demonstra preparo | Bandeira vermelha |
|---|---|---|
| O domínio vai ficar registrado em nome de quem? | No seu CNPJ, e explicam como verificar | Nós cuidamos disso, não se preocupe |
| Se eu sair em um ano, o que fica comigo? | Arquivos, banco de dados, domínio e acessos | Ninguém nunca precisou disso |
| Quem escreve os textos das páginas? | Detalham quem escreve e quantas revisões você tem | A gente vê isso depois |
| Posso ver três sites que vocês fizeram e mantêm? | Enviam os endereços na hora | Mandam imagens ou dizem que há sigilo |
| Quantas páginas exatamente estão incluídas? | Lista nomeada, com o que cada uma contém | As páginas necessárias |
| O que exatamente entra em otimização? | Itens concretos: títulos, estrutura, velocidade, mapa | SEO completo incluso |
| Como vou medir se o site está funcionando? | Contatos por origem, com ferramentas em conta sua | Você vai ver o movimento aumentar |
| Qual o prazo e o que acontece se atrasar? | Prazo com marcos e dependências dos dois lados | É rápido, umas duas semanas |
| Quantas rodadas de ajuste eu tenho? | Número exato e critério do que é ajuste | Quantas você precisar |
| Quem especificamente vai executar? | Nomeiam a pessoa e você pode conversar com ela | Nossa equipe cuida disso |
| Vocês garantem primeira posição no Google? | Explicam que ninguém garante e por quê | Sim, em trinta dias |
| O que vocês recomendam que eu NÃO faça agora? | Apontam algo concreto e contra o próprio interesse | Recomendam tudo do catálogo |
Vale detalhar a última pergunta, porque ela funciona surpreendentemente bem. Quando alguém responde algo como não faz sentido investir em blog agora, comece pelas páginas de serviço, ou o seu Perfil da Empresa no Google resolve mais que o site neste momento, você está diante de um fornecedor que consegue separar o que é bom para você do que é bom para a fatura dele. Essa capacidade é rara e é o melhor indicador isolado de que a relação vai funcionar.
A pergunta sobre garantia de posição merece igual atenção. Ninguém controla o algoritmo do Google, que considera centenas de sinais e muda continuamente. O que um bom fornecedor garante é trabalho bem feito: site rápido, estrutura correta, conteúdo que responde ao que a pessoa procurou e cadastro adequado. Isso aumenta muito a chance, e não garante nada. Quem promete primeiro lugar em trinta dias ou está mentindo ou vai te colocar em primeiro lugar num termo que ninguém pesquisa, o que dá no mesmo em termos de clientes.
Como avaliar um portfólio de verdade, em quinze minutos
Praticamente todo mundo pede portfólio e praticamente ninguém sabe olhar. O padrão é abrir a galeria de projetos, achar bonito e seguir em frente. O problema é que imagem bonita prova apenas que alguém sabe fazer imagem bonita. O que interessa é se os sites funcionam, se continuam existindo e se aparecem quando alguém procura pelo que aquelas empresas vendem. Tudo isso você verifica sozinho, sem saber nada de tecnologia.
| O que checar | Como fazer na prática | Bom sinal | Sinal ruim |
|---|---|---|---|
| Os sites ainda existem | Abra os endereços um por um | Todos abrem e parecem atualizados | Vários dão erro ou sumiram |
| Velocidade no celular | Abra pelo seu telefone, no 4G, e conte os segundos | Abre em até 3 segundos | Passa de 5 segundos |
| Comportamento no celular | Role a página inteira e tente clicar em tudo | Tudo legível e clicável sem zoom | Texto minúsculo, botões apertados |
| Aparecem no Google | Pesquise o nome da empresa e um serviço dela na cidade | Aparece na primeira página | Não aparece nem pelo próprio nome |
| Clareza da oferta | Leia só a primeira tela e tente dizer o que a empresa faz | Fica evidente em 5 segundos | Frase institucional vaga |
| Caminho de contato | Conte quantos cliques até falar com a empresa | WhatsApp ou telefone visível de cara | Formulário escondido no rodapé |
| Conteúdo real | Veja se há páginas por serviço e textos próprios | Páginas específicas com texto original | Uma página só, texto genérico |
| Data de vida do projeto | Procure notícias, blog ou rodapé com ano | Site atualizado nos últimos 12 meses | Conteúdo parado há anos |
| Diversidade de setores | Veja se há casos parecidos com o seu | Já fez algo do seu segmento | Portfólio de um nicho só, distante do seu |
| Contato com clientes antigos | Peça o telefone de dois clientes e ligue | Fornecem sem resistência | Alegam confidencialidade para tudo |
A verificação mais subestimada é a última. Ligar para dois clientes antigos parece invasivo e quase ninguém faz, mas é a fonte de informação mais confiável que existe. Pergunte três coisas: o prazo foi cumprido, apareceu cobrança que você não esperava, e como é pedir uma alteração hoje. As respostas a essas três perguntas descrevem com precisão o que vai acontecer com você. Fornecedor tranquilo entrega os contatos na hora.
Outra verificação valiosa é pesquisar no Google o nome de uma empresa do portfólio junto com o serviço e a cidade dela. Se um site feito há dois anos não aparece nem quando você pesquisa o nome exato da empresa, alguma coisa está estruturalmente errada, porque esse é o resultado mais fácil que existe. Se ele aparece para termos comerciais, tipo o serviço mais a cidade, você acabou de ver uma prova real de trabalho de otimização, que vale mais que qualquer certificado. É o mesmo raciocínio que aplicamos nas nossas páginas por região, como criação de sites em Campinas e criação de sites em São Paulo.
Preço contra valor: por que R$500 costuma sair mais caro que R$3.000
A frase de que o barato sai caro é repetida com tanta frequência que perdeu o sentido. Vamos então substituí-la por uma conta. A pergunta relevante não é quanto custa o site, e sim quanto custa o site somado a tudo o que ele deixa de trazer e a tudo o que ele obriga você a gastar depois. Quando essa soma é feita, a comparação muda de figura com frequência desconfortável.
Comece pelo lado do custo direto. Um site profissional simples consome, somando descoberta do negócio, arquitetura das páginas, redação, montagem, otimização, testes e ajustes, algo entre trinta e sessenta horas de trabalho. No mercado brasileiro, hora de profissional competente nessa área fica entre R$70 e R$180. A aritmética é impiedosa: R$500 compram entre três e sete horas. Não existe eficiência, ferramenta ou inteligência artificial que faça quarenta horas de trabalho caberem em cinco. O que cabe em cinco horas é trocar as cores e os textos de um modelo pronto.
Isso não torna a opção de R$500 ilegítima. Torna-a adequada a um objetivo específico: existir online. Se é isso que você precisa, é dinheiro bem gasto. O problema surge quando a expectativa é gerar clientes, porque aí o site barato não é uma versão menor do site caro, é uma coisa diferente que apenas se parece com ele por fora.
| Item de custo em 3 anos | Site de R$500 | Site de R$7.900 | Observação |
|---|---|---|---|
| Investimento inicial | R$500 | R$7.900 | Valor único de construção |
| Hospedagem e domínio (36 meses) | R$1.440 | Incluso no plano opcional | Cerca de R$40 mensais avulsos |
| Manutenção e atualizações | R$0, feito por você ou ninguém | R$5.292 (R$147 x 36) | Plano opcional, pode ser dispensado |
| Ajustes e alterações avulsas | R$1.200 estimados | Inclusos no plano | Trocas de texto, preço, serviços |
| Probabilidade de refazer no período | Alta | Baixa | Estrutura rasa envelhece mais rápido |
| Custo provável de refazer | R$2.500 | R$0 | Considerando refazer uma vez no triênio |
| Total desembolsado em 3 anos | R$5.640 | R$7.900 (R$13.192 com o plano opcional) | Sem contar o tempo interno gasto |
| Contatos gerados por mês (estimativa) | 0 a 2 | 6 a 20 | Depende do setor e da região |
| Custo por contato em 3 anos | Indefinido ou altíssimo | R$21 a R$71 | Considerando 12 contatos mensais médios |
A linha decisiva não é o total desembolsado, é a penúltima. Um site que gera zero contatos tem custo por cliente infinito, independentemente de ter custado R$500 ou R$50.000. E é por isso que a comparação por preço isolado é sempre enganosa: você está comparando o denominador de uma fração e ignorando o numerador. Se o site de R$7.900 traz doze contatos mensais e você fecha um em cada quatro, são três clientes novos por mês. Com um ticket de R$800, isso paga o investimento inteiro em menos de dois meses.
Cenário 1: prestador de serviço com R$2.000 de orçamento
Números genéricos convencem pouco, então vamos fechar duas contas completas. A primeira é a situação mais comum do mercado brasileiro: um prestador de serviço que atende uma cidade, trabalha sozinho ou com uma equipe pequena, tem R$2.000 disponíveis e precisa que o site traga trabalho. Pense num eletricista, num personal, num contador iniciante ou num estúdio de estética.
Com esse orçamento existem três caminhos viáveis, e o pior deles é tentar comprar por R$2.000 o escopo de um projeto de R$6.000. Quando isso acontece, o fornecedor entrega menos horas do que o combinado sugere, e o resultado costuma ser um site que tem todas as páginas prometidas e nenhuma delas bem feita. Vale mais fazer menos com qualidade do que muito pela metade.
| Caminho | Como usar os R$2.000 | O que você realmente recebe | Contatos mensais estimados |
|---|---|---|---|
| Plataforma DIY sozinho | R$300 no ano de plataforma e domínio, R$1.700 sobrando | Site simples, 30h do seu tempo, otimização fraca | 0 a 3 |
| Freelancer iniciante | R$1.200 no site, R$800 sobrando | 4 a 6 páginas, textos por sua conta, sem otimização séria | 1 a 4 |
| Site enxuto profissional | R$1.497 no site, R$500 para o primeiro ano de manutenção | Até 4 páginas otimizadas, textos escritos, perfil no Google | 4 a 12 |
| Página única de alta conversão | R$1.497 numa página só, muito bem feita | 1 página focada em um serviço, otimizada e rápida | 3 a 10 |
A recomendação honesta para essa faixa é a terceira ou a quarta linha, e a escolha entre as duas depende de uma coisa só: se o seu negócio vende um serviço principal ou vários. Quem vende um serviço dominante, tipo instalação de ar-condicionado, rende mais com uma página única extremamente bem construída do que com seis páginas medianas. Quem vende cinco serviços distintos precisa de páginas separadas, porque cada uma disputa uma busca diferente, conforme explicamos em o que um site profissional precisa ter.
| Custo acumulado | Ano 1 | Ano 2 | Ano 3 | Total |
|---|---|---|---|---|
| Construção do site | R$1.497 | R$0 | R$0 | R$1.497 |
| Manutenção opcional (R$147/mês) | R$1.764 | R$1.764 | R$1.764 | R$5.292 |
| Alterações e novas páginas | R$0 | R$400 | R$400 | R$800 |
| Total desembolsado | R$3.261 | R$2.164 | R$2.164 | R$7.589 |
| Contatos estimados no ano (8/mês) | Cerca de 70 | Cerca de 96 | Cerca de 96 | Cerca de 262 |
| Clientes fechados (1 em cada 4) | Cerca de 17 | Cerca de 24 | Cerca de 24 | Cerca de 65 |
| Custo por cliente conquistado | R$192 | R$90 | R$90 | R$117 |
Observe a curva do custo por cliente. No primeiro ano ele fica em torno de R$192 porque o investimento de construção está diluído em poucos meses de operação. A partir do segundo ano cai pela metade, porque o ativo já existe e continua trabalhando. É a característica que diferencia site de anúncio: o anúncio para no dia em que a verba acaba, o site continua. Para a maior parte dos prestadores locais, um custo de aquisição de R$90 a R$120 por cliente é confortável, e frequentemente melhor do que qualquer outro canal disponível.
Vale a ressalva honesta: se o seu setor tem pouquíssima busca na sua cidade, essas linhas de contato não acontecem, e nenhum fornecedor consegue mudar isso. Antes de investir, faça a verificação mais simples do mundo: pesquise no Google o seu serviço mais o nome da sua cidade e veja quantas empresas estão disputando. Se não houver ninguém e nenhum anúncio, talvez seja porque não há demanda ali, e não porque a oportunidade está livre.
Cenário 2: empresa média com R$15.000 de orçamento
O segundo cenário tem uma dinâmica completamente diferente. Aqui o dinheiro não é a restrição principal, o tempo de decisão interna é. Pense numa clínica com quatro especialidades, num escritório de advocacia com oito advogados, numa indústria de médio porte ou numa rede com três unidades. O erro característico dessa faixa não é economizar demais, é comprar complexidade que não será usada.
| Alocação dos R$15.000 | Opção A: um projeto grande | Opção B: projeto médio mais construção contínua |
|---|---|---|
| Site principal | R$15.000 num projeto único de 25 páginas | R$7.000 num projeto de 12 páginas bem feitas |
| Redação profissional | Inclusa, escrita de uma vez | Inclusa nas 12, mais 12 páginas ao longo do ano |
| Otimização inicial | Inclusa | Inclusa |
| Trabalho contínuo de busca | R$0, nada sobrou | R$500 mensais por 12 meses |
| Manutenção | Fora do orçamento | R$2.000 no ano |
| Total | R$15.000 | R$15.000 |
| Situação após 12 meses | Site grande e parado | Site médio, crescendo, com dados |
| Páginas realmente disputando busca | 25, muitas fracas | 24, todas trabalhadas |
A opção A é a que o mercado costuma vender e a que o cliente costuma pedir, porque parece mais segura: resolve tudo de uma vez. Na prática, ela concentra todas as decisões no momento em que você tem menos informação, que é antes do site existir. Nenhuma empresa sabe, no começo, quais páginas vão gerar contato. Descobrir isso leva três ou quatro meses de dados reais, e é uma pena ter gastado o orçamento inteiro antes de saber.
A opção B constrói uma base sólida e reserva metade do orçamento para responder ao que os dados mostrarem. Se a página de uma especialidade específica gerar quatro vezes mais contato que as outras, você desdobra aquela linha em cinco páginas. Se uma cidade vizinha aparecer nos dados, você cria uma página para ela. Esse tipo de expansão orientada por evidência rende consistentemente mais do que adivinhar tudo no início, e é a lógica por trás das páginas regionais como criação de sites em Curitiba ou criação de sites em Florianópolis.
| Custo acumulado (opção B) | Ano 1 | Ano 2 | Ano 3 | Total |
|---|---|---|---|---|
| Construção inicial | R$7.000 | R$0 | R$0 | R$7.000 |
| Expansão de conteúdo e páginas | R$6.000 | R$4.000 | R$3.000 | R$13.000 |
| Manutenção técnica | R$2.000 | R$2.000 | R$2.000 | R$6.000 |
| Total desembolsado | R$15.000 | R$6.000 | R$5.000 | R$26.000 |
| Contatos estimados no ano | Cerca de 180 | Cerca de 400 | Cerca de 520 | Cerca de 1.100 |
| Clientes fechados (1 em cada 5) | Cerca de 36 | Cerca de 80 | Cerca de 104 | Cerca de 220 |
| Custo por cliente conquistado | R$417 | R$75 | R$48 | R$118 |
O comportamento dessa curva é o argumento central a favor de tratar o site como ativo e não como compra. O custo por cliente cai de R$417 no primeiro ano para R$48 no terceiro, não porque o trabalho ficou mais barato, mas porque tudo que foi construído continua produzindo sem novo investimento proporcional. Nenhum canal de mídia paga se comporta assim: nele, o custo por cliente no terceiro ano tende a ser igual ou maior que no primeiro, porque a concorrência encarece o leilão.
A ressalva de honestidade se aplica igualmente aqui. Esses números pressupõem que existe busca suficiente pelo que a empresa vende e que o atendimento converte o contato em cliente. Um site excelente com atendimento que responde em dois dias produz uma fração desse resultado. Antes de investir R$15.000, vale checar quanto tempo a sua empresa leva para responder um contato novo às quinze horas de uma terça-feira. É a alavanca mais barata que existe e quase ninguém mexe nela.
O custo em três anos que quase ninguém soma
A comparação de propostas quase sempre acontece no eixo errado: o valor de entrada. É o número mais visível e o menos informativo. O que determina se você fez um bom negócio é o desembolso total ao longo da vida útil do site somado à probabilidade de ter que refazer tudo antes do previsto. A tabela abaixo coloca os quatro caminhos mais comuns no mesmo horizonte de três anos.
| Caminho | Entrada | Recorrente mensal | Total em 36 meses | Você é dono no fim? |
|---|---|---|---|---|
| Plataforma DIY | R$0 | R$60 a R$120 | R$2.160 a R$4.320 | Do conteúdo, não da estrutura |
| Freelancer barato | R$800 | R$40 de hospedagem | R$2.240 mais refação provável | Sim, se pediu os arquivos |
| Site alugado por mensalidade | R$0 | R$199 a R$399 | R$7.164 a R$14.364 | Não |
| Site próprio com manutenção | R$7.900 | R$147 opcional | R$7.900 a R$13.192 | Sim, integralmente |
| Projeto de agência média | R$15.000 | R$300 a R$800 | R$25.800 a R$43.800 | Sim, se contratado corretamente |
A linha do site alugado é a que mais surpreende quem faz essa conta pela primeira vez. Uma mensalidade de R$299 parece confortável ao lado de um investimento de R$7.900. Em trinta e seis meses ela custa R$10.764, mais que o site próprio com manutenção incluída, e no final desse período o cliente não tem domínio, arquivos nem histórico. É um modelo que funciona muito bem para quem vende e que só funciona para quem compra se o horizonte for realmente curto, tipo doze meses ou menos.
Há uma variável que a tabela não consegue capturar e que costuma ser a mais cara de todas: o custo de refazer. Refazer um site não é apenas pagar de novo. É reunir de novo, decidir de novo, revisar textos de novo e correr o risco de perder as posições já conquistadas na busca se a migração for mal feita. Esse custo interno raramente é contabilizado e frequentemente supera o valor da fatura. É a razão pela qual acertar na primeira contratação vale um esforço desproporcional de pesquisa antes.
Precisa ser uma empresa da sua cidade?
É uma das dúvidas mais frequentes e a resposta mudou bastante nos últimos anos. Antes, o argumento a favor da proximidade era prático: reuniões, entrega de material, confiança construída pessoalmente. Hoje quase tudo isso se resolve por vídeo e WhatsApp, e o critério geográfico costuma reduzir artificialmente as suas opções sem melhorar o resultado.
Dito isso, existem três situações em que a proximidade importa de verdade. A primeira é quando o projeto depende de fotografia no local, e fotos reais fazem uma diferença enorme em setores como restaurantes, clínicas, academias e comércio. A segunda é quando a sua empresa tem várias pessoas envolvidas na decisão e o processo trava sem uma reunião presencial para destravar. A terceira é quando o seu negócio se apoia fortemente em relacionamento regional e você quer que o fornecedor conheça o contexto de dentro.
O que não muda com a distância é a exigência de trabalho local bem feito. Um site para uma empresa de Belo Horizonte precisa falar de Belo Horizonte, mencionar bairros e regiões, estar cadastrado corretamente e ter o perfil no Google configurado. Isso é um trabalho técnico e de pesquisa, não uma questão de morar na cidade. Mantemos páginas específicas por região justamente por isso, como criação de sites em Belo Horizonte e criação de sites em Porto Alegre, onde o conteúdo é escrito para o mercado de cada lugar.
Como conduzir a reunião que decide a contratação
A maior parte das reuniões de contratação de site é conduzida pelo fornecedor, que apresenta um método, mostra casos e termina com um valor. Isso é natural e não é ruim, mas coloca você numa posição passiva justamente no momento em que mais precisa avaliar. Inverter esse roteiro é simples e muda completamente a qualidade da informação que você extrai.
- Comece falando de negócio, não de site. Descreva o que você vende, para quem, como o cliente costuma chegar hoje e quanto vale um cliente novo. Um bom fornecedor vai fazer perguntas a partir daí. Um vendedor vai esperar você terminar para apresentar o pacote.
- Não diga o seu orçamento nos primeiros dez minutos. Não para esconder, mas para ver se a proposta é desenhada a partir do problema ou a partir do teto. Diga depois, porque esconder até o fim também atrapalha e faz perder tempo dos dois lados.
- Peça um exemplo concreto de decisão difícil. Pergunte sobre um projeto em que alguma coisa deu errado e o que foi feito. Quem tem estrada conta sem drama. Quem nunca teve problema em projeto nenhum ou fez poucos projetos ou não está sendo sincero.
- Faça as perguntas de propriedade antes de falar de preço. Elas mudam de tom quando surgem depois do valor, e você quer a resposta espontânea.
- Anote o que foi prometido verbalmente. No fim da conversa, envie um resumo por escrito pedindo confirmação. O que não sobrevive a esse resumo não vai sobreviver ao projeto.
- Não feche na mesma conversa. Nenhum desconto que expira hoje compensa uma decisão de três anos tomada em quarenta minutos. Fornecedor sério não perde a proposta porque você quis dormir sobre o assunto.
Uma última observação sobre a conversa em si, que é subjetiva mas importa. Preste atenção em quanto a pessoa do outro lado pergunta em comparação com quanto ela fala. A proporção é um indicador surpreendentemente confiável. Quem vai construir alguma coisa que funcione precisa entender o seu negócio, e entender exige perguntar. Quem já sabe tudo aos cinco minutos está aplicando um modelo.
Erros que fazem gente inteligente contratar mal
Contratar mal não é sinal de ingenuidade. Empresários competentes erram nessa decisão o tempo todo, porque ela combina um mercado sem padronização, um vocabulário técnico opaco e uma frequência de compra baixa demais para gerar experiência. Os erros abaixo se repetem com uma regularidade que chama atenção.
- Comparar o número final de duas propostas com escopos diferentes. É o erro mais comum de todos. Sem igualar páginas, redação, otimização e suporte, o preço não significa nada, e a proposta mais barata vence por padrão.
- Escolher pelo layout da apresentação. Capacidade de fazer uma proposta bonita e capacidade de construir um site que gera contato são habilidades diferentes, e nem sempre moram na mesma empresa.
- Deixar a propriedade para depois. A frase a gente resolve isso na entrega é a origem de metade dos problemas descritos neste guia. Resolva na assinatura.
- Não definir quem escreve os textos. É a causa número um de projeto travado. O site fica noventa por cento pronto e espera três meses por um texto que ninguém se comprometeu a escrever.
- Aceitar prazo sem marcos. Entrega em quatro semanas sem etapas intermediárias significa quatro semanas de silêncio seguidas de uma surpresa. Peça marcos de aprovação.
- Contratar pela tecnologia em vez do resultado. Discussões sobre qual sistema usar interessam ao fornecedor, não a você. O que importa é se você consegue editar, se abre rápido e se é seu.
- Ignorar o que acontece depois do lançamento. Site é software: envelhece, precisa de atualização e quebra sozinho. Sem alguém responsável, ele vira um problema órfão no oitavo mês.
- Contratar sem ter clareza do próprio posicionamento. Nenhum fornecedor resolve isso por você. Se você não sabe explicar em uma frase o que faz e para quem, o site vai refletir essa indefinição por mais bonito que fique.
- Achar que o site sozinho resolve. Site é uma peça de um conjunto que inclui presença no Google, reputação e velocidade de atendimento. Sozinho ele rende uma fração do potencial.
- Trocar de fornecedor a cada ano. Cada recomeço joga fora aprendizado acumulado e reinicia a curva de resultado. É a forma mais eficiente de pagar sempre a parte cara do ciclo sem nunca chegar à parte boa.
Se você reconheceu a sua empresa em três ou mais desses itens, a boa notícia é que a maioria tem conserto barato. Pedir a transferência de domínio, configurar as ferramentas de medição em contas próprias e definir por escrito quem escreve o quê são ações de uma tarde que eliminam boa parte do risco acumulado, mesmo num projeto que já está em andamento com outro fornecedor.
Checklist antes de assinar
- ✓Abri no celular pelo menos três sites que a empresa fez e ainda mantém
- ✓Pesquisei no Google o nome de uma empresa do portfólio e ela aparece
- ✓Recebi a proposta por escrito, com a lista nomeada das páginas incluídas
- ✓Está claro quem escreve os textos de cada página e quem providencia as fotos
- ✓Sei exatamente o que entra em otimização, item por item
- ✓O domínio será registrado no meu CNPJ, e sei como verificar isso
- ✓A hospedagem fica em conta minha ou é transferível sem custo
- ✓Tenho direito a cópia dos arquivos e do banco de dados quando pedir
- ✓Analytics, Search Console e Perfil no Google ficam em e-mail da empresa
- ✓Sei quantas rodadas de ajuste tenho e o que conta como ajuste
- ✓O prazo tem marcos intermediários e dependências dos dois lados
- ✓Entendi se a mensalidade é manutenção opcional ou aluguel obrigatório
- ✓Perguntei o que acontece com o site se eu encerrar em doze meses
- ✓Ninguém me prometeu primeira posição no Google
- ✓Não senti pressão para fechar na mesma conversa
- ✓O fornecedor me desaconselhou pelo menos uma coisa
O último item continua sendo o mais revelador de toda a lista. Um fornecedor que recomenda integralmente o próprio catálogo, sem uma única ressalva, está descrevendo o que vende e não o que você precisa. Já um que diz com naturalidade que determinada parte pode esperar, ou que uma coisa mais barata resolveria o seu caso agora, está fazendo um cálculo de longo prazo sobre a relação. É o tipo de fornecedor com quem vale a pena estar amarrado por três anos.
Árvore de decisão: qual fornecedor serve para você
Perguntas frequentes
Resumo
Escolher uma empresa de criação de sites é, antes de tudo, escolher os termos de uma relação que vai durar anos. Por isso os quatro critérios que mais reduzem risco não têm nada a ver com estética: portfólio no ar que você mesmo consegue abrir e testar, propriedade escrita do domínio, da hospedagem e dos arquivos, escopo contável na proposta e uma resposta clara sobre o que fica com você no dia em que a relação terminar. Quem responde essas quatro coisas com naturalidade merece ser considerado, seja freelancer, estúdio ou agência.
Sobre preço, a única comparação que faz sentido é a que iguala o escopo e olha três anos à frente. Um site alugado por R$299 mensais custa mais de R$10.000 no triênio e não deixa nada com você. Um site de R$500 custa pouco e frequentemente é refeito antes do segundo ano. Um site profissional bem construído se paga por um custo por cliente que cai todo ano, porque o ativo continua trabalhando depois que a fatura foi paga. A pergunta útil nunca é quanto custa, é quanto vale um cliente novo e quantos desses o site precisa trazer para se justificar.
E vale repetir a parte que uma agência normalmente não escreve: contratar agência nem sempre é a resposta certa. Se o seu negócio ainda não está validado, se ninguém pesquisa pelo que você vende, se os clientes chegam todos por indicação ou se o investimento comprometeria o caixa de dois meses, uma plataforma pronta é a decisão inteligente e o dinheiro rende mais em outro lugar. Reconhecer isso cedo economiza meses e é exatamente o tipo de conversa que preferimos ter antes de qualquer proposta.
