Este guia não é sobre estratégia. É um roteiro de diagnóstico, feito para descobrir em poucos minutos por que o seu site não aparece e o que exatamente corrigir. Porque a frase meu site não aparece no Google descreve pelo menos três problemas diferentes, com causas diferentes e correções que não se parecem em nada. Tratar o problema errado é a forma mais rápida de perder meses.
O teste de dois minutos que separa as causas
Antes de mexer em qualquer coisa, faça estes três testes na ordem. Eles levam menos de dois minutos juntos e eliminam a maior parte das hipóteses erradas.
Teste
Como fazer
O que o resultado significa
1. Indexação
Busque site:seudominio.com.br
Nada aparece: o Google não tem o site. Aparece lista: está indexado
2. Marca
Busque o nome exato da sua empresa
Aparece: indexado e reconhecido. Não aparece: problema técnico grave
3. Serviço
Busque serviço + cidade, em janela anônima
Não aparece: problema de posicionamento, não de indexação
Faça sempre em janela anônima e desconectado da conta Google: a busca normal vem personalizada e mostra o seu site melhor colocado do que ele está.
Três problemas diferentes com o mesmo sintoma
Vale nomear os três, porque a conversa com qualquer fornecedor melhora muito quando você sabe qual deles é o seu.
Ausência do índice. O Google não tem as suas páginas. Causa quase sempre técnica, correção rápida, resultado em dias ou semanas. É o cenário mais fácil dos três.
Indexação parcial. Algumas páginas entraram, outras não. Causa quase sempre estrutural: páginas demais, parecidas demais, num domínio sem autoridade. Correção envolve cortar e aprofundar, não criar mais.
Indexado mas invisível. Tudo está no índice e mesmo assim ninguém encontra. Não há nada para consertar tecnicamente: é disputa. Correção de meses, envolvendo conteúdo e autoridade.
A maior parte das empresas que nos procura dizendo que não aparece no Google está no terceiro caso, e chega tendo gastado dinheiro tentando resolver o primeiro. É um erro caro e evitável com dois minutos de teste.
As doze causas, por ordem de frequência
Esta ordem vem do que encontramos na prática em sites de pequenas e médias empresas brasileiras. As três primeiras respondem pela maioria dos casos.
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Causa
Como confirmar
Tempo de correção
1
Domínio novo, ainda em racionamento
Site tem menos de 3 meses
Só o tempo, mais foco
2
Muitas páginas parecidas
Search Console mostra Descoberta sem indexação
Semanas, cortando páginas
3
Não é indexação, é concorrência
site: mostra as páginas normalmente
Meses, é outro trabalho
4
Tag noindex esquecida
Inspeção de URL acusa noindex
Minutos
5
robots.txt bloqueando tudo
/robots.txt mostra Disallow: /
Minutos
6
Divisão www e sem www
Ambos abrem sem redirecionar
Horas
7
Conteúdo raso demais
Status Rastreada, não indexada
Semanas, reescrevendo
8
Canonical apontando errado
Código-fonte mostra outra URL
Horas
9
Site sem nenhum link externo
Nenhum site aponta para você
Meses
10
Erro de servidor ou certificado
Site fora do ar ou HTTPS inválido
Horas
11
Migração sem redirecionamento
URLs antigas devolvem 404
Dias
12
Penalidade manual
Aviso em Ações manuais
Meses
Ordem observada em diagnósticos de sites de pequeno e médio porte. As causas 4, 5, 6, 8 e 10 são as mais baratas de resolver e valem sempre a checagem primeiro.
Search Console: o painel que responde quase tudo
Sem Search Console você está adivinhando. Ele é gratuito, pertence ao Google e mostra exatamente o que ele pensa do seu site. Se você ainda não tem, essa é a primeira providência: a verificação leva alguns minutos e normalmente é feita adicionando um registro no seu provedor de domínio ou um arquivo no site.
As quatro telas que resolvem a maioria dos diagnósticos
✓Indexação de páginas: quantas estão no índice, quantas não, e o motivo agrupado de cada bloco
✓Inspeção de URL: cole qualquer endereço e veja se está indexado, quando foi rastreado e o que impede
✓Desempenho: quais termos já geram impressão, em que posição, e quais páginas recebem
✓Ações manuais: se estiver vazio, você não tem penalidade manual, e essa hipótese sai da lista
O que cada status de indexação significa
Os nomes são confusos e a diferença entre eles muda completamente a correção. Esta tabela é a tradução prática.
Status
O que aconteceu
O que fazer
Indexada
Está no índice e pode aparecer
Nada. Se não aparece, o problema é concorrência
Descoberta, não indexada
O Google conhece a URL e não gastou recurso para visitar
Reduzir número de páginas, reforçar links internos
Rastreada, não indexada
Visitou, leu e decidiu não indexar
Mexer no conteúdo: aprofundar e diferenciar
Duplicada, sem canônica escolhida
Há páginas quase iguais e ele escolheu outra
Diferenciar de verdade ou consolidar numa só
Excluída por tag noindex
A própria página pede para não ser indexada
Remover a tag e pedir reindexação
Bloqueada pelo robots.txt
O arquivo impede o rastreamento
Liberar no robots.txt
Página com redirecionamento
A URL redireciona para outra
Normal se intencional; corrigir a sitemap
Erro do servidor (5xx)
O site falhou quando o Google visitou
Verificar hospedagem e estabilidade
Bloqueio acidental: robots.txt e a tag noindex
Esta é a causa mais frustrante porque é invisível no site e leva dois minutos para resolver. Um site pode estar perfeito, bonito, rápido, e completamente fora do Google porque alguém esqueceu de destravar depois do desenvolvimento.
Checagem do robots.txt
Abra seudominio.com.br/robots.txt no navegador. Se você vir Disallow: / logo abaixo de User-agent: *, o site inteiro está fechado. A correção é trocar por Allow: / ou remover a linha. Se o arquivo não existir, tudo bem: a ausência dele significa que nada está bloqueado.
Checagem da tag noindex
Abra o site, clique com o botão direito e escolha ver o código-fonte. Procure por noindex. Se aparecer numa linha com meta name robots, a página está pedindo para ficar de fora. Em WordPress, o lugar mais comum é Configurações, Leitura, numa caixa que pede aos buscadores para não indexar. Em Wix, cada página tem um controle próprio na aba de SEO.
Domínio novo: o racionamento que parece penalidade
Não existe penalidade formal para sites novos, apesar de o termo sandbox circular há anos. O que existe é um comportamento de economia: o Google gasta menos recurso rastreando um domínio sobre o qual não sabe nada, e demora a confiar o suficiente para colocá-lo em posições competitivas. Na prática, nos primeiros meses o efeito é indistinguível de uma punição.
Vale mostrar números reais em vez de teoria. O site da Gimeven é recente, e no primeiro mês completo de existência indexada registrou setenta e sete páginas no índice, o que está bem acima da média para um domínio novo sem nenhum link externo. Ao mesmo tempo, vinte e três páginas ficaram em Descoberta sem indexação, e não por acaso: eram justamente as de um mesmo modelo repetido, apontando para as cidades maiores.
O que acelera e o que não faz diferença num domínio novo
Prós
✓ Sitemap enviada e correta, com datas de modificação verdadeiras
✓ Poucas páginas, cada uma genuinamente diferente das outras
✓ Links internos claros da home para as páginas que importam
✓ Perfil da Empresa no Google verificado, que prova existência real
✓ Qualquer menção externa legítima, mesmo que poucas
✓ Conteúdo que responde algo específico que ninguém respondeu bem
Contras
✕ Pedir indexação repetidamente das mesmas páginas
✕ Publicar dezenas de páginas de uma vez para acelerar
✕ Comprar links para forçar autoridade rápido
✕ Trocar de domínio achando que o atual está queimado
✕ Ferramentas de ping e submissão automática em buscadores
✕ Republicar o mesmo conteúdo com pequenas variações
Conteúdo duplicado e o canonical que aponta para o lugar errado
O Google não penaliza conteúdo duplicado dentro do mesmo site: ele apenas escolhe uma versão e ignora as outras. O problema é quando a versão escolhida não é a que você queria. Isso acontece muito em páginas de cidade ou de serviço feitas a partir de um modelo, em que só mudam o nome e uma ou outra frase.
A tag canônica existe para resolver isso: ela diz ao Google qual endereço é o oficial. Mas quando mal configurada, ela faz o contrário do esperado. Um erro que encontramos com frequência é todas as páginas apontarem o canonical para a home, o que faz o site inteiro desaparecer do índice exceto uma página. Para verificar, abra o código-fonte de uma página interna e procure por canonical: o endereço ali deve ser o da própria página.
A divisão entre www e sem www
Tecnicamente são dois endereços diferentes. Se os dois respondem sem redirecionar, o Google vê duas versões do mesmo site e divide os sinais entre elas. Nenhuma acumula força suficiente, e os relatórios ficam confusos, com a mesma página aparecendo duas vezes.
Já vimos esse problema custar caro num site que fazia tudo o mais corretamente: a versão com www recebia quatro vezes mais impressões que a sem www, embora toda a configuração interna apontasse para a segunda. A correção é escolher uma e redirecionar permanentemente a outra com um 301, depois conferir se as tags canônicas e a sitemap usam a mesma versão. Em hospedagens modernas é uma configuração de um clique, e costuma render mais que semanas de ajuste de conteúdo.
Plataformas que bloqueiam sozinhas
Plataforma
Onde costuma travar
Onde verificar
WordPress
Caixa que pede aos buscadores para não indexar
Configurações, Leitura
WordPress com plugin de SEO
Página marcada como noindex individualmente
Aba de SEO dentro do editor da página
Wix
Controle de indexação por página, ou site não publicado
Painel de SEO da página, e status de publicação
Squarespace
Página oculta na navegação e fora da sitemap
Configurações da página
Site em ambiente de teste
Domínio provisório indexado no lugar do definitivo
Buscar site:dominio-provisorio
A última linha merece atenção porque o sintoma é diferente: o site aparece, mas com o endereço errado. Se o domínio provisório da agência ou da plataforma ficou indexado, ele compete com o definitivo e às vezes vence. A correção é redirecionar o provisório para o definitivo, não apenas desligá-lo.
Página rasa demais para merecer indexação
Quando o status é Rastreada e não indexada, o Google está dizendo que leu e não achou que valia a pena guardar. É um julgamento de utilidade, e a correção não é técnica. Não existe um número mágico de palavras, mas existe um teste honesto: a sua página oferece alguma coisa que as dez primeiras posições daquele termo não oferecem?
O que costuma faltar numa página que o Google recusa
✓Uma resposta direta à pergunta central, nos primeiros parágrafos
✓Informação concreta: preço, prazo, passos, números que dá para conferir
✓Algo que só essa empresa poderia escrever: um caso, um dado, uma experiência
✓Diferença real em relação às outras páginas do próprio site
✓Motivo para existir separadamente, em vez de ser um trecho de outra página
Penalidade manual: rara, mas real
Vale desmistificar. Penalidade manual é quando uma pessoa do Google revisa o site e aplica uma ação, e nesse caso existe aviso explícito na seção Ações manuais do Search Console. Se essa seção está vazia, você não tem penalidade manual. Ponto final, hipótese descartada.
O que muita gente chama de penalidade é uma queda causada por atualização de algoritmo, que não gera aviso e afeta muitos sites ao mesmo tempo. Para distinguir, compare a data da queda com as atualizações confirmadas pelo Google. Nas pequenas empresas, as duas causas reais de penalidade manual que mais vemos são links comprados em pacote, quase sempre contratados sem que o dono soubesse o que estava sendo feito, e conteúdo gerado em massa sem revisão. Nos dois casos a recuperação começa por remover a causa.
Quando o problema não é indexação, é concorrência
Chegamos ao caso mais comum de todos e ao que menos gente reconhece. Se o teste site: mostra as suas páginas, se buscar o nome da empresa devolve o seu site, e mesmo assim ninguém encontra você buscando o que vende, então não existe defeito técnico algum. Você está indexado. Só não está bem colocado.
Como pedir a indexação de uma página
No Search Console, cole o endereço no campo de inspeção de URL no topo. A ferramenta mostra o status atual e oferece o botão de solicitar indexação. Funciona bem para páginas novas e para reavaliação depois de uma correção real. Não funciona quando a causa é qualidade: se nada mudou no conteúdo, o resultado será o mesmo.
Use depois de corrigir, nunca no lugar de corrigir. O pedido antecipa dias ou semanas, não muda o julgamento.
Não peça em massa. Existe limite diário e o efeito se dilui. Priorize as páginas comercialmente importantes.
Envie a sitemap uma vez e deixe o Google voltar sozinho. Reenviar todo dia não acelera nada.
Se depois de duas semanas continua fora, o problema não era fila. Volte ao diagnóstico.
Prazos realistas depois de cada correção
Correção
Primeiro sinal
Efeito completo
Remover noindex ou liberar robots.txt
2 a 7 dias
2 a 4 semanas
Corrigir canonical
1 a 2 semanas
4 a 8 semanas
Unificar www e sem www
1 a 3 semanas
1 a 3 meses
Enviar sitemap pela primeira vez
Dias
2 a 6 semanas
Reduzir número de páginas repetidas
3 a 6 semanas
2 a 4 meses
Aprofundar conteúdo raso
3 a 8 semanas
2 a 6 meses
Construir autoridade externa
2 a 3 meses
6 a 18 meses
Contados a partir da correção efetivamente publicada. Domínios novos ficam no limite superior de cada faixa.
Checklist de diagnóstico
Percorra na ordem e pare quando encontrar a causa
✓Buscar site:seudominio.com.br e anotar se aparece alguma coisa
✓Abrir /robots.txt e verificar se há Disallow: /
✓Ver o código-fonte da home e procurar por noindex
✓Conferir se o canonical de uma página interna aponta para ela mesma
✓Testar se www e sem www redirecionam para uma única versão
✓Confirmar que o certificado HTTPS é válido e o site abre sem aviso
✓Verificar no Search Console quantas páginas estão indexadas e o motivo das que não estão
✓Checar se Ações manuais está vazio
✓Confirmar se a sitemap foi enviada e está sem erros
✓Filtrar o Desempenho pelo termo comercial e ver se já há impressões
Árvore de decisão: qual é o seu caso
1
A busca site:seudominio.com.br devolve alguma página?
Não devolve nada→ Vá direto para bloqueio técnico: robots.txt, noindex, certificado, servidor.
Devolve páginas→ Você está indexado. O problema é parcial ou competitivo.
2
Todas as suas páginas importantes aparecem nessa lista?
Aparecem→ Indexação está resolvida. Trate como disputa de posição.
Tem→ Parte do que você vê é racionamento normal. Concentre em poucas páginas.
É mais antigo→ Procure causa concreta: houve migração, troca de plataforma ou de agência?
4
Buscando o nome da empresa, o seu site aparece?
Aparece→ Não há problema de reconhecimento. Falta posicionamento comercial.
Não aparece→ Situação incomum. Verifique canonical, penalidade e conflito de domínio.
5
No Search Console, o termo que você quer já tem impressões?
Tem→ Confirmado: é concorrência. Nenhuma correção técnica vai resolver.
Não tem nenhuma→ A página não está sendo considerada para esse termo. Reveja o conteúdo dela.
Perguntas frequentes
O teste mais rápido é buscar site: seguido do seu endereço, sem espaço, assim: site:suaempresa.com.br. O Google devolve as páginas do seu domínio que ele tem no índice. Se aparecer uma lista, você está indexado e o problema é outro. Se não aparecer nada, o Google não tem o seu site no índice e essa é a causa raiz. Vale um cuidado: esse comando dá uma aproximação, não um número exato, e às vezes mostra menos páginas do que realmente existem no índice. A fonte confiável é o Search Console, na seção de indexação de páginas, que mostra quantas páginas estão indexadas, quantas foram descobertas e não indexadas, e o motivo de cada grupo. Se você ainda não tem Search Console configurado, essa é a primeira providência antes de qualquer diagnóstico, porque sem ele você está adivinhando.
Porque são duas disputas completamente diferentes e a primeira é fácil por definição. Buscar o nome exato da sua empresa é uma busca sem concorrência: o Google só precisa confirmar que o site existe e devolve ele. Buscar pelo serviço coloca você numa fila com todos os concorrentes da região, mais portais, listas e agregadores que trabalham esse termo há anos. Aparecer pelo nome prova que você está indexado, o que é o requisito mínimo, não uma conquista. Se esse é o seu caso, o seu problema não é indexação e sim posicionamento, o que exige um trabalho completamente diferente: páginas dedicadas a cada serviço, conteúdo que responda melhor que os dez primeiros resultados atuais e sinais de autoridade. Trocar de diagnóstico aqui economiza meses, porque as correções técnicas de indexação não vão resolver nada no seu caso.
Significa que o Google conhece o endereço da página, normalmente porque ele está na sua sitemap ou porque alguma página linka para ela, mas decidiu que não vale a pena gastar recurso para rastreá-la agora. É uma decisão econômica do Google, não um erro seu, e é extremamente comum em domínios novos ou em sites que criaram muitas páginas de uma vez. As causas mais frequentes são três: o domínio ainda não tem histórico suficiente para merecer atenção; existem muitas páginas parecidas entre si e o Google presume que a próxima também será; ou o site não tem links externos que sinalizem que alguém além de você acha aquilo relevante. A correção não é insistir em pedir indexação, e sim reduzir o número de páginas concorrendo pela mesma atenção e fortalecer os links internos que apontam para as que realmente importam.
Esse status é mais informativo que o anterior, e também mais incômodo. Quer dizer que o Google efetivamente visitou a página, leu o conteúdo e decidiu não colocá-la no índice. Não é um problema técnico: é um julgamento de qualidade ou de utilidade. As causas típicas são conteúdo raso, texto muito parecido com o de outras páginas do mesmo site, página que existe apenas para ocupar um termo de busca sem oferecer nada de novo, ou uma página quase idêntica a outra que o Google já indexou e que ele considera suficiente. A correção envolve mexer no conteúdo, não na configuração: aprofundar, tornar a página genuinamente diferente das irmãs e garantir que ela responda a alguma coisa que ninguém respondeu bem. Pedir reindexação sem mudar o conteúdo costuma devolver o mesmo status semanas depois.
Abra suaempresa.com.br/robots.txt no navegador. Se aparecer a linha Disallow: / logo abaixo de User-agent: *, o site inteiro está fechado para rastreamento e essa é a explicação completa do seu problema. É mais comum do que parece: sites em desenvolvimento são propositalmente bloqueados e alguém esquece de liberar na hora de publicar. Em WordPress existe uma caixa de seleção nas configurações de leitura, chamada Pedir aos motores de busca que não indexem este site, que faz exatamente isso e passa despercebida por meses. O Search Console também avisa, na inspeção de URL, com a mensagem de que o rastreamento está bloqueado. Um detalhe importante: bloquear no robots.txt impede o rastreamento, mas não remove necessariamente do índice uma página que já estava lá. Para tirar de verdade, use a tag noindex e deixe o Google rastrear para vê-la.
Para um site novo, é comum ver as primeiras páginas no índice entre alguns dias e três semanas depois da publicação, desde que exista uma sitemap enviada e o site esteja acessível. A indexação completa demora bem mais e nem sempre acontece: em domínios recentes, o Google costuma indexar uma parte e deixar o resto em espera por meses. Nos nossos próprios registros, um domínio brasileiro novo teve setenta e sete páginas indexadas em quatro semanas, o que está acima da média, e ainda assim vinte e três páginas permaneceram em Descoberta sem indexação, todas de um mesmo modelo repetido. Isso ilustra o padrão: o Google indexa rápido o que parece distinto e adia o que parece repetido. Se você acabou de publicar e não vê nada depois de três semanas, verifique bloqueio técnico antes de concluir que é só questão de tempo.
Um desaparecimento súbito quase sempre tem causa técnica, não algorítmica, e vale checar quatro coisas em ordem. Primeiro: alguém publicou uma versão nova do site com a tag noindex ativa, o que costuma acontecer quando um ambiente de teste vai para produção sem ajuste. Segundo: o robots.txt foi sobrescrito por uma versão que bloqueia tudo. Terceiro: o certificado de segurança expirou ou o domínio não foi renovado, e o Google passou a receber erro ao visitar. Quarto: houve migração de site ou mudança de endereços sem redirecionamento, e as páginas antigas passaram a devolver erro 404. Uma penalidade manual também pode causar isso, mas é rara e o Google avisa por mensagem no Search Console. Comece pela inspeção de URL de uma página que antes ranqueava: o motivo costuma aparecer ali em segundos.
Não é obrigatório, mas ajuda e custa poucos minutos. O Google descobre sites sozinho seguindo links de outros sites, o que significa que um site sem nenhum link apontando para ele pode demorar bastante a ser encontrado. Enviar a sitemap pelo Search Console é a forma direta de dizer quais endereços existem e quando cada um mudou. Existe também a inspeção de URL, que permite pedir a indexação de uma página específica, útil para conteúdo novo ou para uma correção que você quer que o Google veja logo. O que não existe é envio pago ou serviço de submissão em centenas de buscadores: isso é venda de fumaça e às vezes vem junto com links de baixa qualidade que atrapalham. Enviar a sitemap uma vez basta, porque o Google volta a lê-la sozinho depois disso.
Raramente é a plataforma em si, e quase sempre é uma configuração dentro dela. Tanto Wix quanto WordPress conseguem ranquear bem quando estão configurados corretamente. Em WordPress, o suspeito número um é a caixa em Configurações, Leitura, que pede aos buscadores para não indexar o site, marcada durante o desenvolvimento e esquecida. O segundo suspeito é um plugin de SEO com a página marcada como noindex sem que ninguém perceba. Em Wix, o ponto de atenção é a aba de SEO de cada página, onde existe um controle individual de indexação, além do site precisar estar efetivamente publicado e com domínio próprio conectado. Em ambos, vale conferir se a página está na sitemap gerada pela plataforma. O que a plataforma realmente limita é o teto: em construtores fechados você tem menos controle sobre velocidade e estrutura, o que pesa na disputa, não na indexação.
Esse é o padrão mais comum em sites que criaram páginas em escala, especialmente páginas por cidade ou por serviço construídas a partir de um mesmo modelo. O Google avalia o custo de rastrear e indexar cada página contra o valor que ela parece oferecer, e quando encontra dezenas de páginas quase idênticas, ele indexa algumas e ignora o resto. Não é penalidade: é economia de recurso. Vimos isso nos nossos próprios dados, com um conjunto de páginas de cidade em que menos da metade entrou no índice, justamente as das cidades maiores e mais disputadas. A saída não é insistir, e sim reduzir. Um site menor que o Google indexa por completo rende mais que um site grande indexado pela metade, porque a autoridade deixa de ser diluída entre endereços que ninguém visita. Corte, aprofunde o que sobra e dê a cada página algo que só ela poderia ter.
São tecnicamente dois endereços diferentes, e se ambos respondem sem redirecionar, o Google enxerga duas versões do mesmo site. O efeito é que os sinais de relevância se dividem entre elas: alguns links apontam para uma, outros para a outra, e nenhuma das duas acumula força suficiente. Também aparecem relatórios estranhos, com a mesma página listada duas vezes e com números diferentes. A correção é escolher uma versão, apenas uma, e redirecionar permanentemente a outra para ela com um redirecionamento 301. Na maioria das hospedagens modernas isso é uma configuração de um clique. Depois, verifique se as tags canônicas do site apontam para a versão escolhida e se a sitemap usa essa mesma versão. É uma das correções mais baratas que existem e costuma render mais do que semanas de ajuste de conteúdo.
Adianta em situações específicas e não resolve nada em outras. Funciona bem quando a página é nova e legítima, quando você corrigiu um problema técnico e quer que o Google reavalie logo, ou quando publicou uma atualização relevante em conteúdo que já ranqueava. Nesses casos, o pedido costuma antecipar dias ou semanas. Não funciona quando a causa é qualidade: se a página foi rastreada e recusada por ser rasa ou repetida, pedir de novo devolve o mesmo resultado, porque nada mudou no julgamento. Também não adianta pedir indexação de dezenas de páginas em sequência, porque existe um limite diário e o efeito se dilui. A regra prática é usar o pedido depois de uma correção concreta, nunca no lugar dela. Se você pediu, esperou duas semanas e a página continua fora, o problema não era fila.
Penalidade manual é rara e o Google avisa explicitamente: existe uma seção chamada Ações manuais no Search Console, e se houver algo lá, aparece uma mensagem descrevendo o problema e a parte do site afetada. Se essa seção está vazia, você não tem penalidade manual, ponto. O que muita gente chama de penalidade é outra coisa: uma queda causada por atualização de algoritmo, que não gera aviso nenhum e afeta muitos sites ao mesmo tempo. Para distinguir, olhe a data da queda no Search Console e compare com as atualizações confirmadas pelo Google naquele período. As causas mais comuns de penalidade manual em pequenas empresas são links comprados em pacote, contratados sem saber o que estava sendo feito, e conteúdo gerado em massa sem revisão. Nos dois casos, a recuperação exige remover o que causou o problema antes de pedir reconsideração.
Os resultados realmente diferem entre dispositivos, mas a diferença deveria ser de posição, não de presença total. O Google usa a versão para celular do seu site como referência principal para indexação, então se a versão móvel esconde conteúdo, carrega elementos apenas depois de interação ou tem menos texto que a versão de computador, é a versão pobre que ele considera. Isso explica muitos casos de site que parece completo no computador e some nas buscas. Além disso, os resultados são personalizados por localização e por histórico, o que faz o mesmo termo devolver listas diferentes em dois aparelhos. Para testar de verdade, use uma janela anônima, desconectado da conta Google, e compare. Se a diferença for de presença total e não de posição, verifique se a versão móvel do site tem o mesmo conteúdo e se nada está bloqueado nela.
Se a página está indexada, sem bloqueio, sem duplicidade e com conteúdo próprio, então o problema deixou de ser técnico e passou a ser competitivo. Estar no índice significa apenas que você entrou na fila; aparecer significa passar na frente de quem já está lá. Nessa etapa, três coisas explicam a maior parte dos casos: você está disputando um termo cuja concorrência tem anos de vantagem, a sua página responde pior à intenção da busca que as dez primeiras, ou o seu domínio não tem sinal externo nenhum de que existe. A correção é diferente de tudo o que este guia trata: envolve escolher termos alcançáveis, aprofundar conteúdo e construir presença fora do próprio site. É um trabalho de meses, não de configuração, e vale começar pelos termos onde a distância é curta em vez do termo mais cobiçado do setor.
Em resumo
O motivo pelo qual esse assunto gera tanto desperdício é que o sintoma é o mesmo em todos os casos e a correção não é. Empresa que contrata trabalho técnico para resolver um problema de concorrência gasta meses sem sair do lugar, e empresa que investe em conteúdo enquanto uma tag noindex bloqueia tudo faz um trabalho que nunca será visto. Dois minutos de teste evitam os dois erros.
Mande o endereço do seu site pelo WhatsApp. Fazemos o diagnóstico de indexação, verificamos bloqueios, duplicidade e configuração, e devolvemos o motivo específico do seu caso com o que precisa ser corrigido. Sem custo e sem compromisso: normalmente leva menos de uma hora.