Duas empresas vendem o mesmo serviço com o mesmo nome e fazem coisas completamente diferentes. Uma produz material que merece citação e passa meses convencendo veículos a citar. A outra tem acordo com uma lista de portais e revende espaço. As duas entregam um relatório com links no fim do mês. Este guia mostra como distinguir as duas antes de assinar, e como auditar o que já está sendo entregue.
As duas espécies de fornecedor que se chamam igual
O mercado brasileiro tem dois modelos de negócio distintos operando sob o mesmo rótulo. A confusão não é acidental: o segundo modelo depende de parecer com o primeiro, porque o primeiro é o que as pessoas acham que estão comprando.
Dimensão
Construção de autoridade
Intermediação de publicação paga
De onde vem o link
Alguém decidiu citar você
Alguém foi pago para publicar
O que a agência produz
Conteúdo, dados, pauta, relacionamento
Ordem de compra e texto de preenchimento
Previsibilidade
Baixa, e ela admite isso
Total, porque é compra
Estrutura de custo
Horas de gente
Repasse ao portal mais margem
O que acontece se você cancelar
Os links continuam lá
Podem ser removidos na renovação
Como é vendido
Processo e escopo de horas
Quantidade e métrica de ferramenta
Efeito provável no Google
Acumula devagar
Neutralizado na maior parte das vezes
Nenhuma agência do segundo tipo se descreve assim. A distinção aparece nas respostas, não na apresentação.
As seis perguntas que separam uma da outra
Faça as seis na primeira conversa e anote as respostas
Prós
✓ Como exatamente vocês conseguem os links? (espere um processo, não um adjetivo)
✓ Vocês têm acordo comercial com os veículos onde publicam?
✓ Quando há pagamento, o link é marcado como patrocinado?
✓ Me mostrem três links entregues a clientes de setores diferentes
✓ Quantas horas de produção de conteúdo estão incluídas por mês?
✓ O que acontece com os links se eu encerrar o contrato?
Contras
✕ Trabalhamos com uma rede consolidada de portais parceiros
✕ Garantimos X links por mês, com autoridade acima de Y
✕ Nossos contatos são confidenciais e não podemos mostrar
✕ Marcação de link não é necessária, isso é coisa de site grande
✕ Em noventa dias você já sente o efeito no ranqueamento
✕ Trabalhamos com todos os nichos, o processo é o mesmo
Como vocês conseguem os links: as respostas e o que significam
Resposta que você ouve
O que significa na prática
Peso do link
Produzimos conteúdo com dados e propomos pauta a quem escreve sobre o tema
Trabalho real, resultado incerto
Alto quando funciona
Temos relacionamento com jornalistas e veículos do setor
Pode ser verdade: peça exemplos e verifique tráfego
Médio a alto
Trabalhamos com uma rede de portais parceiros
Compra de publicação com outro nome
Perto de zero
Usamos uma plataforma que conecta sites e anunciantes
Compra intermediada, padrão fácil de detectar
Perto de zero
Fazemos guest posts em blogs do seu nicho
Depende inteiramente do blog: verifique leitores
De zero a médio
Temos uma rede própria de sites de conteúdo
Rede privada de blogs: risco real de punição
Negativo
É proprietário, não podemos detalhar
Não há o que avaliar. Encerre a conversa
Desconhecido
O detalhe da terceira e da quarta linha vale explicar. Não há nada de ilegal em pagar para publicar, e há bons motivos de marca para fazer isso. O problema é vender esse pagamento como construção de autoridade, quando as regras que separam link legítimo de esquema tratam exatamente esse caso.
As métricas que aparecem no relatório e mentem
Métrica apresentada
O que sugere
O que realmente informa
Quantidade de links no mês
Produtividade
Quantas compras foram feitas, quando há garantia numérica
Autoridade de domínio dos veículos
Qualidade
Um número de ferramenta, inflável e não usado pelo Google
Total de domínios de referência
Crescimento
Nada sobre o efeito: domínio ruim conta igual na soma
Crescimento do tráfego total do site
Resultado
Pode vir de conteúdo, marca ou sazonalidade, não do trabalho de links
Posições de termos genéricos do setor
Avanço
Termos que muitas vezes não trazem cliente nenhum
Alcance estimado das publicações
Visibilidade
Estimativa de ferramenta sem relação com leitura real
Cinco dessas seis aparecem em quase todo relatório do mercado. Nenhuma responde se a sua capacidade de disputar melhorou.
Como auditar uma amostra de links entregues em vinte minutos
Vale para propostas, com links de outros clientes, e para contratos em andamento. Pegue cinco links do relatório e aplique as quatro checagens abaixo em cada um. Não precisa de ferramenta paga.
Quatro checagens por link, cerca de quatro minutos cada
✓O portal recebe tráfego de busca, ou tem métrica alta e visitas próximas de zero?
✓Os assuntos publicados fazem sentido juntos, ou vão de advocacia a apostas na mesma semana?
✓O seu link está dentro do texto com contexto, ou num parágrafo escrito só para abrigá-lo?
✓A página tem autor, data e sinais de linha editorial, ou é um depósito de artigos patrocinados?
Link reciclado: o mesmo portal para trinta clientes
Uma agência que tem acordo com um conjunto de portais vende o mesmo espaço repetidamente. Do ponto de vista dela é eficiente, porque a margem por link sobe e a operação não escala em horas. Do seu ponto de vista há dois problemas somados.
Padrão evidente. Um portal que publica cinquenta empresas de setores diferentes por mês é exatamente o que os sistemas antispam procuram, e o valor que ele transfere tende a zero com o tempo.
Vantagem anulada. Se a agência atende outros negócios do seu ramo, vocês recebem links dos mesmos lugares. Ninguém sai na frente e todos pagam.
Conflito não declarado. Pergunte diretamente se ela atende concorrentes seus. Resposta evasiva é resposta.
Dependência. Quando a agência tem participação nos veículos, ela não é fornecedora imparcial: o interesse dela é vender espaço próprio, não escolher o melhor caminho para você.
A pergunta sobre marcação paga e por que quase ninguém responde
A orientação do Google é direta: quando existe pagamento envolvido na publicação, o link deve ser qualificado como patrocinado. Isso não é uma zona cinzenta, está escrito na documentação. E é o ponto exato onde o modelo de negócio da intermediação paga entra em contradição consigo mesmo.
Situação
O que deveria acontecer
O que costuma acontecer
Publicação paga em portal
Link marcado como patrocinado
Link não marcado, para transferir valor
Produto ou serviço dado em troca de menção
Link marcado como patrocinado
Tratado como se fosse editorial
Colaboração editorial sem pagamento
Link normal, sem marcação
Correto, e é o caso mais raro
Publieditorial identificado ao leitor
Marcado, e sinalizado no texto
Sinalizado ao leitor, mas o link segue sem marcação
A segunda coluna é a regra publicada. A terceira é o que sustenta o preço do mercado de links no Brasil.
Como é um relatório honesto de autoridade
Item
Por que importa
Cada link com endereço de origem, página de destino e âncora usada
Permite auditar em vez de acreditar
Se houve pagamento, e se o link foi marcado como patrocinado
Define a natureza do que foi entregue
Contatos feitos que não deram em nada
Mostra o esforço real e a taxa de aceitação
Impressões nos termos combinados, mês a mês
Primeiro sinal de que o domínio virou resposta possível
Posição média nesses termos, comparada ao período anterior
O indicador de disputa, não de volume
Tempo médio entre publicar e receber a primeira impressão
O sinal mais honesto de confiança crescendo
Tráfego de referência vindo das páginas que citam você
Revela quais veículos têm leitor de verdade
A linha dos contatos sem resultado é a que mais distingue um relatório honesto: ninguém inventa fracasso.
Modelos de cobrança e o que cada um incentiva
Modelo
Incentivo que ele cria
Quando faz sentido
Preço por link entregue
Comprar links baratos e entregar volume
Praticamente nunca
Pacote mensal com meta de quantidade
Cumprir a meta pelo caminho mais rápido
Quando você aceita que é compra
Pacote mensal por horas de trabalho
Executar o processo combinado
Bom, se as entregas forem verificáveis
Projeto por ativo produzido
Fazer um material bom o bastante para ser citado
Muito bom para quem tem dados próprios
Autoridade dentro de um plano de conteúdo
Priorizar o que move resultado, links ou não
O arranjo que recomendamos
Por resultado de posição
Escolher termos fáceis e prometer o improvável
Evite: o critério de sucesso é manipulável
Quanto custam e por que o preço isolado não diz nada
Formato
Faixa de mercado
O que costuma vir junto
Publicação avulsa intermediada
R$300 a R$1.500 por link
Texto genérico, portal que aceita tudo
Pacote mensal pequeno
R$2.000 a R$4.000/mês
4 a 8 links comprados, relatório de quantidade
Pacote mensal grande
R$5.000 a R$10.000/mês
Mais links, mesma origem, margem maior
Produção de ativo citável por projeto
R$3.000 a R$15.000 por ativo
Pesquisa, dados, redação e divulgação
Assessoria de imprensa com foco digital
R$3.000 a R$12.000/mês
Esforço de pauta, sem garantia de publicação
Na Gimeven
Sem pacote de links
Autoridade dentro do plano de conteúdo, R$2.997/mês
Duas propostas de R$3.000 podem descrever serviços sem nenhuma semelhança. Normalize o escopo antes de comparar valor.
✓Descrição do processo de obtenção dos links, não só a quantidade
✓Compromisso de marcar como patrocinado todo link resultante de pagamento
✓Proibição de rede privada de blogs e de comentários automatizados
✓Entregas mensais verificáveis, com direito de encerrar se não acontecerem
✓Declaração sobre acordo comercial ou participação nos veículos usados
✓Declaração sobre atendimento a concorrentes diretos seus
✓Confirmação de que os links permanecem após o encerramento
✓Lista completa de links entregues como parte do que você leva ao sair
✓Janela de avaliação de resultado de seis a doze meses, por escrito
✓Sem cláusula que atribua a você a responsabilidade por punição do Google
Quando contratar realmente faz sentido
Vale a pena contratar um especialista em autoridade quando
Prós
✓ Você já tem página específica para cada coisa que quer ranquear
✓ O conteúdo é bom e completo, e mesmo assim você não passa da segunda página
✓ Os concorrentes que estão à frente têm perfil de citações claramente mais forte
✓ Você disputa termos nacionais, não apenas serviço mais cidade
✓ Existe dado próprio ou material que pode ser transformado em ativo citável
✓ Há orçamento e paciência para uma janela de seis a doze meses
Contras
✕ O site tem uma página só, ou uma página para todos os serviços
✕ Existe problema técnico de indexação ainda não resolvido
✕ O negócio é local e a disputa é por serviço mais cidade
✕ O perfil no Google Meu Negócio está vazio ou sem avaliações
✕ Você nunca pediu os links que já existem na sua rede de relações
✕ A expectativa é ver mudança de posição em noventa dias
O que o mesmo orçamento compra em outro lugar
Em vez de
O mesmo valor compra
Retorno comparado
R$3.000/mês em pacote de links
Duas a quatro páginas de serviço bem-feitas por mês
Maior na maioria dos casos locais
R$3.000/mês em pacote de links
Produção de conteúdo que responde à busca comercial
Maior quando faltam respostas no site
R$1.000 por publicação avulsa
Uma tarde levantando e pedindo links da própria rede
Muito maior, e sem risco
R$8.000/mês em pacote grande
Um ativo com dados próprios por trimestre, bem divulgado
Maior e permanente
R$2.000/mês em links
Trabalho de perfil local e coleta ativa de avaliações
Muito maior para negócio de bairro
A comparação honesta não é entre agências de link building: é entre autoridade e as outras coisas que o mesmo dinheiro resolve.
Como sair, e o que acontece com os links depois
Encerrar um contrato de autoridade tem uma particularidade que outros serviços não têm: o que foi entregue pode desaparecer. Publicação paga costuma ter renovação, e quando a agência intermedia esse pagamento, o fim do contrato pode significar remoção. Três passos evitam a surpresa.
Peça a lista completa antes de comunicar a saída. Todos os links, com origem, destino e âncora. Depois do aviso, essa lista costuma demorar.
Verifique quais envolvem pagamento recorrente. São os que podem cair, e você precisa saber quanto do seu resultado depende deles.
Guarde o histórico de relatórios. Se algum dia aparecer um problema de perfil de links, saber o que foi feito e quando é o que permite limpar com precisão.
Checklist antes de assinar
Nove verificações que cabem em duas conversas
✓Você fez a pergunta sobre como os links são obtidos e ouviu um processo, não um adjetivo
✓Recebeu três exemplos concretos de links entregues a outros clientes
✓Aplicou as quatro checagens numa amostra desses exemplos
✓Perguntou sobre acordo comercial e participação nos veículos
✓Perguntou se a agência atende concorrentes diretos seus
✓Obteve por escrito o compromisso de marcar links pagos como patrocinados
✓Confirmou o que acontece com os links ao encerrar o contrato
✓Comparou o valor com o que o mesmo dinheiro compraria em conteúdo e páginas
✓Já pediu, antes de tudo isso, os links que existem na sua própria rede
Árvore de decisão: contratar, adiar ou não contratar
1
O seu site já tem uma página específica para cada coisa que quer ranquear?
Já tem→ Siga adiante: autoridade pode fazer diferença no seu caso.
Ainda não→ Adie. Esse orçamento rende mais em páginas e conteúdo agora.
2
A sua disputa é local, do tipo serviço mais cidade?
É local→ Perfil no Google e avaliações pesam mais. Autoridade entra depois.
É nacional ou concorrida→ Faz sentido avaliar fornecedores. Continue.
3
A proposta garante uma quantidade de links por mês?
Garante→ É compra. Compare o preço com comprar as publicações direto, sem intermediário.
Não garante→ Bom sinal. Avalie o processo de produção e as horas incluídas.
4
Eles aceitam marcar como patrocinado todo link pago?
Aceitam por escrito→ Fornecedor coerente com as diretrizes. Siga para a amostra.
Explicam por que não é preciso→ Você está comprando o que as diretrizes tratam como esquema.
5
A amostra de cinco links passou nas quatro checagens?
Passou na maioria→ Há trabalho real por trás. Negocie escopo, prazo e relatório.
Falhou na maioria→ É intermediação de publicação paga. Decida sabendo disso, ou recuse.
Perguntas frequentes
A resposta aparece em uma pergunta só, e é sempre a primeira que fazemos: como exatamente vocês conseguem os links. Um fornecedor que constrói autoridade de verdade descreve um processo com pessoas dentro, do tipo produzimos um material com dados, mapeamos quem escreve sobre isso e propomos a pauta, e admite sem constrangimento que não controla o resultado. Um vendedor de links comprados dá uma resposta vaga sobre parcerias com portais, rede de veículos ou relacionamento consolidado, e muda de assunto para o preço. Complete com duas verificações objetivas: peça três exemplos de links entregues para outros clientes e confira se aqueles portais recebem tráfego de busca, e pergunte se links pagos são marcados como patrocinados. Vago na primeira, portais sem leitores na segunda e um não na terceira descrevem exatamente o mesmo produto.
Os pacotes mensais ficam entre R$2.000 e R$10.000, e publicações avulsas entre R$300 e R$1.500 por link. O problema é que esse preço não informa quase nada sobre o que você recebe, porque a variação de qualidade dentro da mesma faixa é enorme. Um pacote de R$3.000 pode significar seis publicações compradas em portais sem leitor, o que provavelmente não vai ter efeito nenhum, ou pode significar quarenta horas de produção de conteúdo e prospecção de pauta, que é outro serviço com o mesmo nome. Antes de comparar valores, normalize o escopo: quantas horas, quem executa, como os links são obtidos, e se existe meta de quantidade. Uma proposta mais cara sem meta de quantidade costuma valer mais que uma barata com quinze links garantidos por mês.
Não, e a razão é aritmética, não moral. Citações editoriais espontâneas não obedecem a calendário: uma empresa média pode receber três num mês e nenhuma nos dois seguintes. Se o contrato promete quinze links todo mês, a única forma de cumprir é comprar publicação, porque nenhum trabalho de relacionamento entrega volume constante. Isso não significa que o fornecedor esteja mentindo sobre a entrega, ele vai entregar os quinze links e mostrar o relatório. Significa que o produto é outro, e que a maior parte desses links tende a ser neutralizada pelo Google sem que nada aconteça de visível. Se você quiser mesmo assim contratar sabendo disso, tudo bem, é uma decisão informada. O problema é comprar isso achando que está comprando construção de autoridade.
Pegue uma amostra de cinco links do relatório e faça quatro checagens rápidas em cada um. Primeira: o portal recebe tráfego de busca, ou tem métrica alta e visitas próximas de zero? Segunda: os assuntos publicados ali fazem sentido juntos, ou o site cobra de advogado, cassino e clínica na mesma semana? Terceira: o seu link está dentro do texto com contexto ao redor, ou solto num parágrafo que foi escrito só para abrigá-lo? Quarta: a página tem autor, data e algum sinal de linha editorial? Vinte minutos com esses quatro itens dizem mais sobre o contrato do que seis meses de relatório. Se quatro dos cinco links falharem em duas ou mais checagens, você está pagando por publicação comprada com outro nome, independentemente do que a proposta dizia.
É quando o mesmo conjunto de portais aparece nos relatórios de dezenas de clientes da mesma agência, porque ela tem acordo comercial com aqueles sites e vende o mesmo espaço repetidamente. O efeito é duplo e ruim. O primeiro é de qualidade: um portal que publica cinquenta empresas de setores diferentes por mês tem padrão evidente para os sistemas antispam. O segundo é de concorrência: se a agência atende outros negócios do seu ramo, vocês recebem links dos mesmos lugares e nenhum ganha vantagem sobre o outro. Para identificar, peça exemplos de links entregues a clientes de setores diferentes e compare os domínios. Repetição alta é resposta. Pergunte também, de forma direta, se a agência tem acordo comercial ou participação nos veículos onde publica, porque isso muda completamente a natureza do serviço.
Serve como filtro rápido para descartar absurdos, e é enganosa como critério principal. É uma métrica de empresas de ferramentas, não do Google, e existe um mercado inteiro dedicado a inflá-la em sites sem leitor nenhum, justamente para vender publicação mais cara. Quando uma proposta é vendida pela métrica, do tipo links em sites com autoridade acima de quarenta, o que está sendo vendido é o número, não o resultado. Substitua por três verificações mais difíceis de falsificar: o portal recebe tráfego de busca, tem uma linha editorial reconhecível, e o público dele tem alguma relação com o seu negócio. Um veículo regional pequeno que cobre a sua cidade vale mais para um negócio local do que qualquer site com métrica alta e nenhum leitor real.
Na maioria dos casos de pequena e média empresa, nenhuma das duas em primeiro lugar: vale mais resolver arquitetura de páginas e conteúdo, porque autoridade amplifica o que já existe e não cria o que falta. Entre as duas, a agência de SEO completa costuma ser a melhor escolha, por um motivo estrutural. Um fornecedor que só vende links tem um único produto e precisa vendê-lo mesmo quando o seu problema é outro, e o problema é outro na maior parte das vezes. Um fornecedor que trabalha o conjunto pode dizer que links não são a prioridade agora sem perder o contrato. Se você já tem estrutura madura, conteúdo em volume e disputa termos nacionais concorridos, aí um especialista em autoridade passa a fazer sentido como reforço, não como base.
Seis coisas, e nenhuma delas é apenas a contagem de links. Cada link conquistado com o endereço da página que cita, a página do seu site que recebeu e a âncora usada. Se houve pagamento em cada caso, e se o link foi marcado como patrocinado. Os contatos feitos que não deram em nada, que mostram o esforço real. A evolução das impressões nos termos que vocês combinaram disputar. A posição média nesses termos comparada ao período anterior. E o tempo médio entre publicar uma página nova e ela receber a primeira impressão, que é o indicador mais honesto de confiança crescendo no domínio. Relatórios que mostram só quantidade de links e métricas de ferramenta são desenhados para parecer produtivos, não para permitir avaliação.
É comum, geralmente de seis a doze meses, e o argumento usado é legítimo em parte: autoridade demora a maturar e avaliar em noventa dias não faz sentido. O problema é que a fidelidade costuma proteger só um lado. Um arranjo equilibrado mantém o prazo longo de avaliação de resultado e, ao mesmo tempo, permite encerrar por descumprimento de execução, que é contável desde o primeiro mês. Negocie duas cláusulas. A primeira: quais entregas mensais são obrigatórias e verificáveis, com direito de encerrar se elas não acontecerem. A segunda: o que você leva ao sair, incluindo a lista completa de links, os contatos feitos e o conteúdo produzido. Sem a segunda, você termina o contrato sem saber sequer o que existe apontando para o seu site.
Pode, quando os links foram comprados, e é um risco que quase ninguém avalia antes de assinar. Publicação paga em portal costuma ter mensalidade ou renovação, e se a agência intermedia esse pagamento, cancelar o contrato pode significar remoção das publicações e queda do que quer que elas estivessem sustentando. É a diferença mais concreta entre autoridade construída e autoridade alugada: link editorial conquistado permanece porque a decisão de publicar foi de outra pessoa, link comprado desaparece quando o boleto para. Pergunte antes de assinar: os links permanecem se o contrato terminar, e existe renovação recorrente por publicação. Se a resposta for evasiva, considere que você está alugando posição, e calcule o custo de manter isso para sempre.
Normalize antes de olhar o valor, porque essas propostas são as menos comparáveis do mercado. Monte uma tabela com sete linhas: quantidade prometida, se existe garantia numérica, como os links são obtidos, se há pagamento aos veículos e se ele é marcado, quantas horas de produção de conteúdo estão incluídas, o que aparece no relatório, e o que acontece com os links ao encerrar. Depois compare. Você vai perceber que propostas com o mesmo preço descrevem serviços diferentes, e que a proposta sem garantia numérica quase sempre é a que descreve trabalho real. Um alerta prático: se uma proposta tem quinze links por mês e a outra não promete número, elas não competem entre si, e escolher pela quantidade prometida é escolher pelo item que menos se relaciona com resultado.
Deve mostrar exemplos concretos, e a recusa em fazer isso é informação suficiente. O argumento comum para não mostrar é proteção da rede de contatos, o que soa razoável mas revela o modelo: relacionamento editorial de verdade não é uma lista fechada de sites, é um processo de propor pautas a quem for relevante para cada conteúdo. Quem tem uma lista fixa para mostrar ou esconder tem acordo comercial, e aí o serviço é intermediação de publicação paga. Peça de outra forma para contornar a objeção: três exemplos de links já entregues a clientes anteriores, mesmo sem dizer de quem. Se nem isso vier, encerre a conversa. Você está sendo convidado a pagar por algo que não pode verificar nem antes nem depois.
Quase nunca, e essa é a compra equivocada mais comum nessa categoria. Um site que não aparece costuma ter um destes problemas: não tem página específica para o que quer ranquear, tem problema técnico de indexação, tem conteúdo que descreve a empresa em vez de responder à busca, ou é novo demais e ainda está sendo avaliado. Nenhum deles se resolve com links, porque autoridade amplifica uma resposta que já precisa existir. Nós mesmos indexamos setenta e sete páginas em quatro semanas num domínio novo sem nenhum backlink, o que mostra que aparecer não depende disso. Antes de contratar autoridade, compare a sua página com as três primeiras posições item por item. Na maior parte das vezes a diferença que aparece nessa comparação não é de links.
Em resumo
Contratar autoridade é uma das poucas compras de marketing em que o produto entregue pode não ter efeito nenhum sem que ninguém perceba, porque a ausência de queda é lida como sucesso. Por isso a avaliação precisa acontecer antes de assinar e depois em amostras, e não no gráfico de quantidade que chega todo mês. Um fornecedor que aceita ser verificado dessa forma quase sempre é o que valia a pena contratar.
Recebeu uma proposta de link building e quer uma leitura honesta?
Mande a proposta pelo WhatsApp. A gente verifica de onde viriam os links, se os portais têm leitor de verdade, se o pagamento seria marcado como patrocinado e o que o mesmo valor compraria em conteúdo e páginas. Fazemos isso mesmo quando a proposta não é nossa, e em boa parte dos casos a resposta é que ainda não vale a pena contratar ninguém.