Gestão de tráfego é um dos serviços com maior distância entre o preço mais barato e o mais caro do mercado brasileiro. Dá para encontrar oferta de R$297 por mês e proposta de R$5.000 descrevendo, no papel, exatamente a mesma coisa. Essa distância não é ganância nem pechincha: é a consequência de um serviço que se vende por nome e se entrega por horas. Este guia abre o preço por dentro e mostra como descobrir o que cada faixa realmente compra.
Faixas reais de mercado em 2026
Perfil do fornecedor
Faixa mensal
Horas típicas
Para quem serve
Iniciante ou freelancer novo
R$500 a R$900
4 a 8
Operação simples, uma plataforma, tolerância a curva
Gestor com experiência
R$900 a R$1.800
8 a 15
PME com uma ou duas frentes
Especialista ou agência pequena
R$1.800 a R$3.500
15 a 25
Várias campanhas, duas plataformas
Agência estruturada
R$3.500 a R$8.000
25 a 50
Operações grandes, várias contas
Gimeven, uma plataforma
R$ 1.397
8 a 14
PME que quer valor fixo e conversa direta
Gimeven, Google e Meta
R$ 1.997
15 a 22
Quem já validou um canal e quer o segundo
Valores de gestão apenas. A verba de anúncio é separada e vai direto ao Google ou ao Meta, em conta no CNPJ do cliente.
O que cada faixa realmente compra em horas
Gestão de tráfego é trabalho humano qualificado somado a algumas ferramentas. O valor da mensalidade determina quantas horas você compra, e é por isso que a pergunta sobre horas separa proposta séria de pacote genérico em menos de um minuto.
Atividade mensal
Horas típicas
O que acontece se for cortada
Revisão de termos de busca reais
2 a 4
Verba vai para buscas irrelevantes
Atualização de palavras negativas
1 a 2
O desperdício cresce todo mês
Escrita e rotação de anúncios
2 a 4
O desempenho estagna e cai
Ajuste de lances e orçamentos
1 a 3
Campanha desligada no meio do dia
Leitura de dados e decisão
2 a 4
Otimização vira chute
Relatório e reunião
1 a 2
Você não sabe o que está acontecendo
Criativos para Meta
3 a 8
No Meta, é a alavanca principal
Uma operação de busca simples soma 8 a 14 horas. Com Meta e criativos, passa de 20.
Os três modelos de cobrança e suas armadilhas
Modelo
Como funciona
Quando serve
Armadilha
Valor fixo
Mensalidade independente da verba
Quase sempre, para PME
Escopo mal definido vira discussão depois
Percentual da verba
10% a 20% do investido
Operações acima de R$50 mil/mês
Quem gere ganha mais se você gastar mais
Híbrido
Fixo menor mais percentual
Verba muito variável ao longo do ano
Some as duas partes antes de comparar
Por resultado
Valor por lead ou por venda
Raramente, e com muito cuidado
Quem define o que é lead é parte interessada
O último modelo merece um alerta específico. Pagar por lead soa alinhado e costuma criar um problema: se o pagamento depende de quantos leads chegaram, o incentivo passa a ser volume, não qualidade. E quem julga se um contato foi lead qualificado é justamente quem recebe por ele. Já vimos operações em que o número de leads dobrou e as vendas ficaram iguais, porque entraram curiosos, gente de outra cidade e concorrentes pesquisando preço.
Por que o percentual sobre a verba desalinha o interesse
Valor fixo comparado com percentual
Prós
✓ Custo previsível, que não sobe quando você investe mais
✓ O interesse do gestor é fazer o seu custo por cliente cair
✓ Fácil de auditar: você sabe exatamente o que paga por serviço
✓ Permite comparar propostas de fornecedores diferentes
✓ Não penaliza reduzir verba quando o mercado satura
Contras
✕ Percentual: reduzir a sua verba reduz a receita de quem gere
✕ Percentual: mistura custo de serviço com custo de mídia
✕ Percentual: dificulta saber quanto custa a gestão de fato
✕ Percentual: o trabalho de gerir R$1.000 e R$5.000 é quase o mesmo
✕ Percentual: incentiva expandir para canais que talvez não rendam
Não é acusação de má-fé: é desenho de incentivo. Um profissional honesto no modelo de percentual recomendará reduzir a verba quando fizer sentido, e vai fazê-lo contra o próprio bolso. O modelo fixo simplesmente remove essa tensão. É por isso que trabalhamos apenas com valor fixo, e nunca percentual sobre o quanto o cliente gasta.
O que deveria estar incluído em qualquer contrato
O mínimo que separa gestão de configuração
✓Estruturação de campanhas, grupos de anúncio e palavras-chave
✓Escrita dos anúncios de busca, com testes e rotação
✓Configuração e verificação da medição de conversão
✓Revisão periódica dos termos de busca reais que dispararam anúncios
✓Atualização contínua da lista de palavras negativas
✓Ajuste de lances, orçamentos e segmentação geográfica
✓Relatório mensal com custo por contato, não apenas cliques
✓Acesso de administrador à conta, mantido no seu CNPJ
O que quase nunca está incluído e vira surpresa
Construção da página de destino. Costuma ser projeto à parte, e mandar tráfego para a home genérica é uma das maiores causas de custo por contato alto.
Produção de criativos visuais para Meta. Alguns contratos incluem uma quantidade mensal, outros cobram à parte. Ambos são legítimos, desde que dito antes.
A verba de anúncio. Deve ser paga direto ao Google ou ao Meta, na sua conta. Se estiver embutida, pergunte quanto é serviço e quanto é mídia.
Integração com CRM. Configurar o envio automático de leads costuma ser escopo adicional, e vale a pena quando o volume cresce.
Atendimento aos leads. Nenhum gestor responde o seu WhatsApp. Se o atendimento demora, o melhor custo por contato do mundo não vira venda.
Iniciante, intermediário ou sênior: a diferença real
Nível
O que costuma fazer bem
Onde costuma falhar
Iniciante
Configurar campanhas e acompanhar de perto, com dedicação
Estrutura de conta, medição de conversão, controle de correspondência ampla
Estratégia de canal e decisões que fogem do operacional
Sênior
Ler o negócio antes da campanha, escolher onde não investir
Pode ser caro demais para operação simples
O risco de contratar um iniciante não está no preço, está no custo do erro. Uma campanha mal estruturada pode queimar em três meses o equivalente a um ano inteiro de diferença de honorário. Uma saída intermediária que funciona bem: alguém experiente estrutura, e um iniciante acompanha com supervisão.
Freelancer, agência ou profissional interno
Modelo
Custo mensal típico
Ganha em
Perde em
Freelancer
R$500 a R$1.800
Preço e contato direto
Continuidade: férias, doença, saída
Agência pequena
R$1.200 a R$3.500
Continuidade e método
Pode diluir atenção entre contas
Agência grande
R$3.500 a R$10.000
Estrutura e especialistas
Você fala com atendimento, não com quem executa
Interno (CLT)
R$4.500 a R$9.000 total
Dedicação exclusiva e conhecimento do negócio
Custo alto e uma cabeça só
O custo interno considera salário, encargos e ferramentas. Aprofundamos essa comparação em guia próprio.
A conta que mostra se você paga caro ou barato
Preço isolado não diz nada. Compare três coisas e o quadro fica claro em poucos minutos.
Horas por real. Divida a mensalidade pelas horas previstas. Abaixo de R$80 por hora, alguma coisa da promessa não vai acontecer.
Entregas concretas do mês. Quantos anúncios novos, quantas negativas adicionadas, quais campanhas ajustadas. Se a resposta for vaga, você paga por relatório.
Custo por contato ao longo do tempo. É o único número que importa. Um contrato de R$2.000 que entrega contato a R$90 é barato. Um de R$500 que entrega a R$400 é caro.
Por que R$300 por mês quase nunca funciona
Não é desonestidade necessariamente, é aritmética. Trezentos reais não pagam nem duas horas de profissional experiente no Brasil, e ainda precisariam cobrir eventuais ferramentas. O que cabe nesse valor é configurar a campanha uma vez e gerar relatório automático.
O que uma campanha precisa por mês
Cabe em R$300?
Revisar termos de busca e excluir os ruins
Não
Escrever e testar anúncios novos
Não
Ajustar lances por desempenho
Parcialmente
Ler dados e decidir mudanças
Não
Relatório automático de plataforma
Sim
O problema não é o valor em si, é a distância entre o que ele compra e o que costuma ser prometido.
Se o seu orçamento total é realmente pequeno, a decisão mais eficiente costuma ser outra: concentrar tudo em Perfil da Empresa, avaliações e uma página que converta, que são gratuitos ou de investimento único, e voltar ao tráfego pago quando houver caixa para sustentar verba e gestão por três meses. Tratamos os pisos de verba em quanto investir no Google Ads para ter resultado.
Quem deve ser dono da conta de anúncio
Este é o ponto contratual mais importante do guia inteiro, e o menos discutido nas negociações. A conta de anúncio deve estar no CNPJ da sua empresa, com você como administrador, e o fornecedor deve ter acesso concedido por você.
Cenário
Se você trocar de fornecedor
Conta no seu CNPJ, você é administrador
Remove um acesso, adiciona outro. Histórico e aprendizado permanecem
Conta da agência, você tem acesso de leitura
Perde campanhas, histórico e conversões acumuladas. Recomeça na fase cara
Conta da agência, sem acesso nenhum
Não consegue nem auditar o que foi feito enquanto pagava
Fidelidade, multa e aviso prévio
Fidelidade existe em boa parte do mercado, com prazos de três a doze meses, e o argumento tem lógica: o esforço maior está no início. O problema é quando ela vira escudo contra resultado ruim.
Pergunte o que acontece em três meses sem melhora. A resposta a essa pergunta diz mais sobre o fornecedor que o portfólio inteiro.
Verifique a multa de cancelamento. Multa equivalente a todos os meses restantes é abusiva; o padrão razoável é um a dois meses.
Confirme o aviso prévio. Trinta dias é o padrão saudável nos dois sentidos.
Combine um marco de avaliação. Noventa dias, com custo por contato como métrica principal, definido antes de começar.
Como auditar uma proposta em quinze minutos
Sete perguntas que separam proposta séria de pacote
✓Quantas horas mensais estão previstas, e quem especificamente vai executá-las?
✓A medição de conversão está incluída na configuração inicial?
✓A conta de anúncio ficará no CNPJ da minha empresa, com acesso de administrador?
✓O relatório mostra custo por contato ou apenas cliques e impressões?
✓Com que frequência os termos de busca reais são revisados?
✓A escrita e a rotação de anúncios estão incluídas, e quantos por mês?
✓Existe fidelidade? Qual a multa e qual o aviso prévio?
Erros que encarecem sem melhorar resultado
Escolher pelo menor preço. A diferença de R$600 mensais entre dois fornecedores é irrelevante se um deles queima R$1.500 de verba por mês em buscas irrelevantes.
Aceitar percentual sobre a verba em operação pequena. O trabalho é o mesmo e o incentivo é contrário ao seu.
Não exigir a conta no próprio CNPJ. É o erro que só aparece quando você decide trocar, e aí é tarde.
Contratar gestão sem página de destino decente. Você paga por cliques que morrem na chegada.
Avaliar no dia vinte. Nesse ponto você pagou o aprendizado e não colheu.
Pedir desconto sem reduzir escopo. Costuma resultar em menos atenção, o que é pior que preço maior.
Checklist antes de assinar
Cada item ausente é uma conversa difícil adiada
✓Horas mensais previstas, por escrito
✓Nome de quem executa, não apenas o nome da empresa
✓Conta de anúncio no CNPJ da sua empresa, com você como administrador
✓Medição de conversão incluída e validada antes do primeiro real gasto
✓Modelo de cobrança em valor fixo, com escopo detalhado
✓Verba de anúncio paga direto ao Google ou Meta, separada da gestão
✓Relatório que mostra custo por contato qualificado
✓Aviso prévio de 30 dias e multa razoável, se houver fidelidade
✓Marco de avaliação combinado para o dia 90
Árvore de decisão: qual faixa serve para você
1
Qual a sua verba mensal de anúncio?
Abaixo de R$900→ Resolva primeiro perfil, avaliações e página. Gestão paga ainda não se justifica.
R$900 a R$3.000→ Faixa de R$900 a R$1.800 de gestão, uma plataforma, escopo enxuto.
2
Você já validou um canal com resultado previsível?
Já validei→ Faz sentido abrir a segunda plataforma e subir de faixa.
Ainda não→ Concentre tudo em uma plataforma até o custo por contato estabilizar.
3
A proposta informa quantas horas mensais estão previstas?
Informa→ Divida o valor pelas horas e compare com a faixa de R$80 a R$200.
Não informa→ Pergunte antes de qualquer coisa. Resposta vaga é sinal de escopo não dimensionado.
4
A conta de anúncio ficará no CNPJ da sua empresa?
Sim→ Bom. Confirme por escrito e peça acesso de administrador desde o dia um.
Não→ Negocie isso antes do preço. É mais importante que qualquer desconto.
5
O modelo é fixo ou percentual sobre a verba?
Fixo→ Modelo alinhado para PME. Verifique o escopo detalhado.
Percentual→ Só faz sentido acima de R$50 mil/mês de verba. Abaixo disso, prefira fixo.
Perguntas frequentes
No mercado brasileiro, a gestão de tráfego para pequenas e médias empresas fica normalmente entre R$700 e R$2.500 por mês, e esse valor é separado da verba de anúncio. Profissionais iniciantes trabalham na faixa de R$500 a R$900, gestores com alguns anos de experiência entre R$900 e R$1.800, e especialistas ou agências estruturadas entre R$1.800 e R$5.000. Na Gimeven a gestão começa em R$ 1.397 por mês para uma plataforma e R$ 1.997 para Google e Meta integrados, sempre em valor fixo. O que explica essa variação não é o tamanho do logotipo: é quantas horas mensais o valor compra e quem executa essas horas. Um contrato de R$800 costuma comprar entre quatro e seis horas por mês, o que dá para acompanhar uma campanha simples e não dá para estruturar uma operação com várias frentes.
Não deveria estar, e quando está vale entender exatamente como. São dois pagamentos com naturezas diferentes: a verba é dinheiro que vai para o Google ou para o Meta e vira cliques; a gestão é o trabalho humano de estruturar, acompanhar e otimizar. Misturar os dois num valor único cria três problemas práticos. Primeiro, você deixa de saber quanto paga por serviço e quanto vai para mídia. Segundo, fica impossível comparar propostas de fornecedores diferentes. Terceiro, e mais sério, a conta de anúncio costuma ficar no CNPJ do fornecedor, o que significa que o histórico de desempenho, um ativo real construído ao longo de meses, não é seu e não vai com você se trocar de agência. O padrão saudável é verba paga direto na sua conta, gestão cobrada à parte.
Para pequena e média empresa, o valor fixo é quase sempre melhor, por uma razão de incentivo. No modelo de percentual, normalmente entre dez e vinte por cento do investido, quem gerencia ganha mais quanto mais você gasta. Isso cria uma tensão silenciosa: reduzir a verba, mesmo quando faria sentido porque o mercado saturou, significa reduzir a própria receita do gestor. No modelo fixo, o interesse passa a ser fazer o seu custo por cliente cair, porque é isso que mantém o contrato. O percentual começa a fazer sentido apenas em operações grandes, acima de cinquenta mil reais mensais de verba, onde o volume de trabalho realmente escala com o investimento. Abaixo disso, acompanhar uma campanha de mil reais e uma de cinco mil dá praticamente o mesmo trabalho.
Essa é a pergunta que mais revela sobre uma proposta, e a que menos gente faz. Uma operação simples, com uma plataforma e poucos serviços, consome entre seis e dez horas mensais de trabalho real: revisão semanal de termos de busca, exclusão de buscas irrelevantes, ajuste de lances, produção e rotação de anúncios, leitura de dados e relatório. Uma operação com duas plataformas, várias campanhas e criativos em rotação passa facilmente de quinze a vinte e cinco horas. Divida o valor da proposta pelas horas previstas e você obtém o valor por hora que está pagando: entre R$80 e R$200 por hora é a faixa saudável no Brasil para profissional experiente. Se a resposta sobre horas for vaga, isso costuma indicar que ninguém dimensionou o trabalho, o que é um problema em si.
Porque não é o mesmo serviço, ainda que o nome na proposta seja idêntico. Gestão de tráfego é essencialmente tempo de gente qualificada somado a algumas ferramentas. Com R$300 mensais não se compra nem duas horas de profissional experiente no Brasil, e o que se entrega nessa faixa é quase sempre campanha configurada uma vez e relatório automático gerado por ferramenta, sem análise humana. Com R$3.000 você compra entre quinze e trinta horas mensais de alguém pensando no seu negócio, testando anúncios, cortando desperdício e ajustando estratégia com base em dados. A forma prática de descobrir o que está comprando é perguntar quantas horas estão previstas e quem especificamente vai executá-las. Propostas sólidas respondem sem hesitar; propostas frágeis mudam de assunto.
Um contrato honesto inclui, no mínimo: estruturação de campanhas, grupos de anúncio e palavras-chave; escrita dos anúncios; configuração da medição de conversão, que é o item mais pulado e mais importante; revisão periódica dos termos de busca reais com exclusão do que não converte; ajuste de lances e orçamentos; e um relatório que mostre custo por contato, não apenas cliques e impressões. Fora do mínimo, mas comum em contratos melhores: produção de criativos para Meta, testes de anúncios e recomendações sobre a página de destino. O que raramente está incluído é a construção da página de destino em si, que costuma ser projeto à parte. Vale pedir essa lista por escrito antes de assinar, porque a diferença entre propostas costuma estar exatamente no que não foi dito.
É comum e pode ser legítimo, porque o primeiro mês concentra bem mais trabalho que os seguintes: estruturar conta, pesquisar palavras-chave, escrever anúncios, configurar medição de conversão e organizar públicos consome facilmente vinte a quarenta horas. No mercado brasileiro essa taxa costuma variar de R$500 a R$2.500. Na Gimeven a estruturação custa R$ 1.497 em valor único, e existe justamente para separar o esforço de montagem do acompanhamento mensal. O que vale verificar é se o setup entrega algo que fica com você: a conta estruturada, as campanhas e o histórico devem permanecer no seu CNPJ. Se a taxa for cobrada e a conta continuar sendo do fornecedor, você pagou pela construção de um ativo que não é seu, e isso não é uma boa troca.
Existe em boa parte do mercado, geralmente de três a doze meses, e o argumento a favor tem alguma lógica: o esforço maior está no início e o resultado aparece depois, então o fornecedor não quer investir na parte cara do ciclo para o cliente sair antes da parte boa. O problema é que a fidelidade também vira escudo contra resultado ruim, e aí deixa de ser proteção legítima. Nossa posição é que o compromisso precisa ser mental, não contratual: pedimos que você encare tráfego pago como um trabalho de pelo menos noventa dias, porque abaixo disso a avaliação é injusta com o método, mas trabalhamos com contratos mensais e aviso prévio de trinta dias. Antes de assinar qualquer fidelidade, pergunte o que acontece se o custo por contato não melhorar em três meses.
Existem três verificações objetivas, e todas dependem de você ter acesso à conta de anúncio, o que é mais um motivo para ela ficar no seu CNPJ. A primeira é o histórico de alterações, que o Google Ads registra e mostra por data: se não houver mudanças em semanas, ninguém está mexendo. A segunda é a lista de palavras-chave negativas, que deve crescer todo mês, porque toda campanha recebe buscas irrelevantes continuamente. A terceira é a rotação de anúncios: se os mesmos textos estão no ar há seis meses sem nenhum teste, não há otimização acontecendo. Um relatório bonito com gráficos não substitui nenhuma das três. E se o relatório mostrar apenas impressões, cliques e CTR, sem custo por contato, é sinal de que a medição de conversão pode nem estar configurada.
Vale em situações específicas e sai caro na maioria. Faz sentido quando a operação é simples, uma plataforma, um serviço, uma cidade, verba modesta, e quando você tem tolerância para uma curva de aprendizado. Muitos gestores iniciantes são dedicados e compensam experiência com atenção, justamente por terem poucos clientes. O risco real não está no preço, está no custo do erro: uma campanha mal estruturada pode queimar em três meses o equivalente a um ano de diferença de honorário, e erros como não configurar conversão, deixar correspondência ampla sem controle ou não usar palavras negativas são comuns em quem está começando. Uma saída intermediária que funciona é contratar alguém experiente para estruturar e um iniciante para acompanhar, ou exigir que o iniciante tenha supervisão.
Duas plataformas custam mais que uma, mas não o dobro, porque parte do trabalho é compartilhada: a estratégia, a definição de público e a leitura de resultado servem para as duas. No mercado brasileiro, gerir as duas costuma ficar entre R$1.500 e R$3.500 mensais para pequenas e médias empresas. Na Gimeven, a Gestão Completa com Google e Meta integrados custa R$ 1.997 por mês, contra R$ 1.397 para uma plataforma só. Vale a ressalva estratégica: rodar as duas desde o início nem sempre é o melhor caminho. Se a verba total é limitada, dividir faz com que nenhuma acumule dados suficientes para otimizar, e as duas ficam permanentemente na fase cara. A recomendação usual é concentrar numa até que funcione de forma previsível, e só então abrir a segunda.
A escrita dos anúncios de busca deve estar incluída na gestão, sem custo adicional: é parte inseparável do trabalho, e um anúncio precisa ser reescrito e testado continuamente. Criativos visuais para Meta são outra história, porque envolvem produção de imagem ou vídeo, que é uma disciplina diferente. Alguns contratos incluem uma quantidade mensal de peças, outros cobram à parte, e ambos são legítimos desde que esteja claro antes. O que vale evitar é o contrato que inclui gestão de Meta sem incluir nem produzir criativo nenhum, porque no Meta o criativo é o principal fator de desempenho, muito mais que o ajuste de lances. Nesse arranjo, o gestor fica sem a alavanca mais importante e você paga por otimização que não pode acontecer.
Contatos podem aparecer no primeiro dia, mas isso ainda não é resultado: é sorte inicial ou demanda evidente. O que importa é a estabilização, o ponto em que o custo por contato para de oscilar e passa a ser previsível, e isso costuma levar de trinta a noventa dias dependendo do volume de cliques que a verba compra. Nas primeiras duas ou três semanas é normal ver custo por contato duas a três vezes maior que o final, porque a campanha ainda está descobrindo o que funciona. Avaliar um gestor no dia vinte é o erro mais comum e mais caro, porque nesse ponto você já pagou quase todo o custo de aprendizado e está prestes a colher. Combine de antemão um marco de noventa dias, com o custo por contato como métrica principal.
Pode, e existem formas melhores que simplesmente pedir desconto. A mais eficaz é ajustar o escopo: reduzir de duas plataformas para uma, diminuir a frequência de relatórios formais, ou combinar que a produção de criativos fica com você. Isso reduz horas de verdade, e um profissional sério aceita reduzir o preço quando o trabalho diminui. Pedir o mesmo escopo por metade do valor costuma resultar em recusa, ou em aceitação seguida de menos atenção, o que é pior porque você não percebe imediatamente. Uma negociação que funciona bem para os dois lados é começar com escopo enxuto por três meses e ampliar depois que o canal se provar. Também vale perguntar se existe condição para pagamento trimestral, o que muitos fornecedores oferecem.
Depende inteiramente de quem é o dono da conta de anúncio, e é por isso que insistimos nesse ponto. Se a conta está no CNPJ da sua empresa, a troca é quase indolor: você remove o acesso do antigo, dá acesso ao novo, e todo o histórico de desempenho, as conversões acumuladas e o aprendizado das campanhas continuam funcionando. Se a conta está no CNPJ da agência, você pode perder tudo: campanhas, histórico e o aprendizado que o sistema levou meses acumulando, o que significa recomeçar da fase cara. Isso não é hipótese remota, é uma das situações mais comuns que encontramos ao assumir contas novas. Antes de assinar qualquer contrato, deixe por escrito que a conta é da sua empresa e que você tem acesso de administrador desde o primeiro dia.
Em resumo
A variação enorme de preço nesse serviço tem uma explicação simples: gestão de tráfego é tempo de gente qualificada, e o valor da mensalidade determina quantas horas você compra. Com uma única pergunta, quantas horas isso compra e quem vai executá-las, você separa proposta consistente de pacote genérico em menos de um minuto. E com uma única cláusula, a conta no seu CNPJ, você protege o ativo mais valioso que essa relação constrói.
Mande a proposta pelo WhatsApp, com o valor e o escopo. A gente diz se o preço está dentro do mercado, quantas horas aquele valor costuma comprar, o que está faltando no escopo e quais perguntas fazer antes de assinar. Não cobramos pela leitura e não é preciso trocar de fornecedor para receber a análise.